Ministro da Fazenda aceita entrar na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes após articulação presidencial durante viagem à Ásia, impondo novo desafio à reeleição de Tarcísio de Freitas e reforçando estratégia petista para fortalecer palanque nacional
Brasília (DF) · 26 de fevereiro de 2026
O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu, após intensas conversas e articulação durante sua viagem à Ásia, convencer o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a lançar-se candidato ao governo de São Paulo nas eleições de outubro.
A informação, revelada nesta quinta-feira (26/fev) pela coluna A Hora, do portal UOL, de Thais Bilenky e José Roberto de Toledo, representa virada significativa no maior colégio eleitoral brasileiro.
Haddad, que resistia à ideia por considerar a disputa contra o favorito Tarcísio de Freitas (Republicanos) um “sacrifício” — dadas as altas avaliações do atual governador —, cedeu à pressão presidencial.
A decisão fortalece o palanque de Lula em São Paulo, estado decisivo para qualquer projeto de reeleição nacional.
A capital paulista, onde Haddad foi prefeito entre 2013 e 2016 e obteve vitória simbólica contra Tarcísio em 2022, será o principal campo de batalha para reconquistar eleitores simpáticos ao PT.
O anúncio impacta diretamente a montagem da chapa de Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição.
Fontes próximas ao governador avaliam reservadamente que, se Haddad disputasse o Senado, estaria virtualmente eleito.
Agora, com o ministro da Fazenda no páreo pelo Executivo estadual, o PL de Jair Bolsonaro intensifica pressão por espaço na majoritária — tanto na vaga de vice (hoje ocupada por Felício Ramuth, do PSD) quanto no Senado, onde o deputado Guilherme Derrite (PP) é o nome cotado.
A saída de Haddad do Ministério da Fazenda deve ocorrer em breve, condicionada a reunião com Lula e à viagem presidencial aos Estados Unidos prevista para meados de março.
O secretário-executivo Dario Durigan é o nome mais cotado para a sucessão.
Essa articulação consolida a estratégia do PT de priorizar candidatura própria em São Paulo para evitar enfraquecimento do palanque nacional, mesmo diante de cenários adversos.
Haddad terá como missão repetir — ou superar — o desempenho de 2022 na capital, onde o eleitorado urbano historicamente responde melhor ao seu perfil técnico e moderado.
A entrada do ministro na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes não apenas agita o cenário paulista como sinaliza determinação de Lula em não ceder terreno no estado mais rico e populoso do país, transformando uma possível derrota em oportunidade de mobilização para o projeto de continuidade petista em 2030.

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