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Acordos bilionários marcam fim da visita de Lula à Índia: Leia um resumo da conversa com jornalistas em Nova Délhi (vídeo)

    Presidente anuncia meta de US$ 30 bilhões em comércio bilateral até 2030, celebra investimentos indianos no Brasil e prepara diálogo direto com Trump sobre tarifas e segurança

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    O Presidente
    O Presidente Lula conversa com jornalistas em Nova Déli, em balanço sobre visita de Estado à India 22.2.2026 – Imagem reprodução Canal.Gov
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Nova Délhi (IN) · 22 de fevereiro de 2026

    Em Nova Délhi, o Presidente Lula concedeu coletiva de imprensa ao encerrar a visita oficial à Índia, destacando resultados inéditos em parcerias estratégicas, cúpula sobre inteligência artificial e fórum empresarial.

    Um diálogo tradicional com jornalistas – coletiva que o estadista concede após visitas de Estado – revelou otimismo com o Sul Global, avanços concretos em investimentos e posicionamento claro sobre relações com os Estados Unidos.

    Os temas abordados foram diversos, a começar pelos resultados empresariais e atração de investimentos (abertura pela Apex-Brasil).

    Jorge Viana, presidente da Apex-Brasil, detalhou o impacto das missões presidenciais: “Os 19 encontros no nosso levantamento alcançaram R$ 50 bilhões de reais de anúncio de investimentos no Brasil. […] nenhum encontro foi mais denso com maior resultado que esse aqui na Índia.”

    Ele citou a inauguração do escritório da Apex em Nova Délhi, colocação de produtos brasileiros em redes de supermercados de Nova Délhi e Mumbai (castanha, açaí, limão), reunião com CEOs indianos coordenada por Xandra (grupo Tata), compra da Iveco por Tata (R$ 1 bilhão no Brasil + centenas de milhões em investimentos), aporte da Fomento de R$ 1,5 bilhão no Rio Grande do Norte, convênio da Embraer com grupos indianos, investimento de US$ 500 milhões da Vale, acordos na saúde, segurança alimentar e o anúncio da Birla de R$ 5 bilhões em reciclagem de alumínio em Pindamonhangaba.

    Todos eles vão investir“, disse Viana.

    Na sequência, o chanceler Mauro Vieira fez um resumo oficial dos encontros bilaterais durante os quatro dias desta sexta visita de Lula à Índia (quinta como chefe de Estado), que também foi a segunda visita de Estado em menos de um ano após a do premiê da Índia, Narendra Modi, ao Brasil.

    A parceria estratégica foi criada no primeiro mandato do presidente Lula e estamos completando agora 20 anos”, disse vieira, que citou 11 ministros na comitiva, mais de 300 empresários, 11 acordos governamentais (incluindo parceria digital), 3 instrumentos público-privados, 10 acordos privados (destaque: Embraer-Adani para linha de montagem de E175 na Índia, Vale-Dani-MMDC).

    Participação na cúpula de impacto da IA com 20 chefes de Estado

    Em seu discurso inicial, o Presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou emoção com uma surpresa musical indiana (“Disparada”, “Deixa a vida me levar”, “Asa branca”, “Sem medo de ser feliz”). “Eu sinceramente fiquei emocionado porque eu não lembrava eu não imaginava que eles tivesse lembrado da boa recepção que nós fizemos para eles”.

    O Presidente do Brasil destacou a recuperação da imagem do Brasil (520 novos mercados em 3 anos e 2 meses), reserva internacional desde 2005, comércio exterior de R$ 649 bilhões.

    Sobre a Índia, Lula disse: “Nós não estamos tratando com um colonizador. […] Nós somos dois necessitados. Ninguém é superior a ninguém.”

    Sobre a meta dos acordos econômicos entre Brasil e Índia, Lula afirmou que “disse ao presidente Modi: nós vamos chegar a 30 bilhões em 2030.” Acordos na saúde (7 firmados), SUS como mercado, cirurgias eletivas (14,7 milhões em 2024).

    Estavam presentes o governador da Bahia e o diretor-geral da Polícia Federal.

    Lula disse que “o Brasil e a Índia vão dar um salto de qualidade na sua relação de forma extraordinária inclusive com a perspectiva de um voo direto Nova Délhi Joanesburgo São Paulo ou Rio de Janeiro.

    Perguntas e respostas – diálogo integral com jornalistas

    Temas:

    Tarifas dos EUA, minerais críticos e agenda com Trump (Bloomberg – Rajan)
    Jornalista: questionou visão sobre tarifas e discussão de minerais críticos com Trump.
    Lula respondeu: “Nós temos uma relação diplomática de 2011 anos. […] Eu disse por telefone ao presidente Trump é preciso a gente pegar um na mão do outro olhar um no olho do outro.”
    Defendeu transformação de minérios no Brasil, Conselho Nacional de Política Mineral, combate ao crime organizado, relações iguais sem nova Guerra Fria. “O que nós não vamos permitir mais é que o nosso minério crítico que as nossas terras raras seja explorado como foi minério de ferro durante tantos anos.”

    Detalhamento de reuniões privadas com Modi e empresários indianos (Exame – Luciano Padoa)
    Jornalista: pediu detalhes das reuniões privada com Modi e com CEOs.
    Lula: “A minha conversa com o primeiro-ministro Modi ela tratou da nossa relação comercial e da relação Brasil Índia. […] Nós queremos nos transformar em países altamente desenvolvidos.
    Evitou temas polêmicos, priorizou confiança.
    Sobre empresários: “Todos eles falando bem da relação com o Brasil todos eles dizendo que vão fazer mais investimento no Brasil. […] os empresários indianos são muito otimista com relação aos seus investimentos no Brasil.

    Reação de potências médias às tarifas e multilateralismo (AFP – Buvan Baga)
    Jornalista: perguntou sobre união de Brasil, Índia, Canadá, Austrália contra tarifas.
    Lula: “É por isso que nós somos defensores do multilateralismo porque se você permitir que um país pequeno negocie com um país maior o acordo sempre será prejudicial ao país menor.
    Citou experiência sindical, acordo Mercosul-UE (26 anos), necessidade de blocos do Sul Global, reforma da ONU e Conselho de Segurança (G4).
    Isso vale pros países. […] nós precisamos ter fórum para discutir as coisas porque senão as coisas não mudam.”

    Críticas evangélicas à ala neoconservadora no carnaval (Metrópolis – Camila Xavier)
    Jornalista: questionou visão sobre críticas evangélicas à homenagem no carnaval.
    Lula: “Eu não penso porque primeiro eu não sou carnavalesco. […] a música na verdade é homenagem à minha mãe é a saga dela de Traduz para São Paulo. […] Só isso.”

    Contribuições do Brasil à presidência indiana do BRICS e alertas dos EUA (Sputnik – Agit Sing)
    Jornalista: perguntou sobre agenda BRICS e resposta a alertas americanos.
    Lula: “A pauta dos bricks é feita pelo país que lidera a reunião. […] Nós não precisamos ter briga nós não precisamos ter G7 G4 G20. […] a gente vai caminhando para que a gente possa construir o único bloco.”
    Defendeu comércio sem dólar obrigatório, equilíbrio geopolítico.
    Os Brics é um jeito da gente ter o equilíbrio geopolítico no planeta Terra.”

    Declaração sobre imigrantes e cooperação com Trump no combate ao crime (TV Globo – Thiago AES)
    Jornalista: pediu esclarecimento sobre “receber criminosos”.
    Lula: “Nós queremos é prendê-los. […] Era por isso que eu disse que esclareci uma declaração.
    Detalhou bloqueio de 250 milhões de litros de gasolina, pedido de extradição de envolvidos, proposta de cooperação com FBI, Departamento de Justiça, Receita, PF e MP.
    Se é para combater o crime organizado que é uma indústria multinacional altamente sofisticada […] o Brasil está disposto a combater.”

    Impacto da derrubada de tarifas na liderança regional e alívio por não ter fechado acordo antes (Portal UOL – Nelson Sado)
    Jornalista: questionou peso maior nas negociações com Trump e alívio por não ter pressa.
    Lula: “Eu tô aliviado de não ter tido pressa sabe de fazer as coisas de forma precipitada.”
    Citou comissão com Haddad, Alckmin e Mauro Vieira, conversa direta com Trump, interesse mútuo, defesa de zona de paz na América do Sul.
    “O mundo está precisando de tranquilidade. O mundo não precisa de turbulência. O mundo precisa de paz.”

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    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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