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Brasil liderança global: Lula garante sucesso do multilateralismo no G20 e COP30

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Presidente Lula
Presidente Lula conversa com jornalistas em Joanesburgo, na África do Sul / Imagem reprodução/Canal Gov


Presidente detalha resultados de Joanesburgo, avança na pauta climática, defende reforma da Organização Mundial do Comércio e anuncia assinatura histórica do acordo Mercosul–União Europeia



Brasília, 24 de novembro 2025

Em entrevista coletiva concedida a jornalistas em Joanesburgo, na África do Sul, o presidente Lula fez um balanço enfático da participação do Brasil na cúpula do G20 e celebrou os resultados da recente COP 30 em Belém.

Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

O líder brasileiro sublinhou a vitalidade do multilateralismo e traçou a intensa agenda diplomática do país, que culminará com a esperada assinatura de um mega-acordo comercial.

Multilateralismo Vencedor no G20 e a Força do Sul Global

O encontro do G20, que reúne as 19 maiores economias do mundo mais a União Europeia e a União Africana, demonstrou que o multilateralismo está “mais do que vivo”, segundo o presidente.

A presidência da África do Sul, sendo a quarta de um país do Sul Global (após Indonésia, Índia e Brasil), conseguiu colocar no topo da agenda temas de relevância como o combate à fome e à desigualdade.

O evento resultou na aprovação da Declaração de Líderes e de um marco estratégico sobre minerais críticos, focado na necessidade de investimentos e agregação de valor nos países detentores de reservas.

O Brasil apoiou integralmente as iniciativas sul-africanas, aportando a experiência da sua presidência anterior.

O presidente Lula destacou a importância da reforma da arquitetura da governança global, com as Nações Unidas (ONU) no centro, e a necessidade de uma reforma profunda da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Questionado sobre as ausências de líderes como o presidente Trump e Xi Jinping, Lula minimizou o impacto: “A ausência de um dirigente não significa nada pro G20.

Ele pontuou que a China estava representada pela sua delegação, liderada pelo Primeiro Vice-Ministro. Contudo, manifestou uma inquietação: “nós precisamos começar a tomar decisões para que alguma coisa seja colocada em prática até o próximo fórum”.

Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

Durante a cúpula, Lula manteve encontros bilaterais produtivos com diversas autoridades, incluindo o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, o chanceler federal da Alemanha, Frederick Mertz, e o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adnon.

Vitória Histórica na COP 30 e a Agenda Climática

O presidente dedicou uma parte significativa da entrevista para celebrar a COP 30, realizada em Belém, no Pará, que considerou um “sucesso extraordinário”. A realização da Cúpula do G20 na África do Sul coincidiu de forma relevante com a COP 30 no Brasil.

A conferência resultou na adoção do Pacote de Belém, com 29 decisões aprovadas por consenso. Lula lançou o TFF (Tropical Forests Forever Fund), que já conta com cerca de $6,5 bilhões de contribuição e mais de 60 endossos de países em desenvolvimento.

Sobre o tema polêmico dos combustíveis fósseis — que respondem por mais de 70% das emissões globais —, Lula defendeu que, embora o mapa do caminho para o fim dos fósseis não tenha entrado no documento final, a discussão foi extraordinária e abriu o debate que o mundo precisa ter. Ele destacou a contribuição do Brasil na prática, utilizando 15% de biodiesel no óleo diesel e 30% de etanol na gasolina.

Ao comentar a suposta indelicadeza do primeiro-ministro alemão em relação a Belém, Lula revelou ter dito ao líder que “a nossa cabeça pensa aonde os nossos pés pisam”, sugerindo que o alemão não havia se permitido conhecer a cultura local. O presidente aproveitou para desafiar a Alemanha e a Mercedes-Benz a um teste em Hannover, visando provar que o combustível Brasileiro “emite menos CO2 do que o combustível dos outros países”.

Acordo Mercosul-União Europeia e Preocupação com o Caribe

Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.

Lula confirmou a intensa agenda diplomática que seguirá, incluindo uma visita bilateral a Maputo, Moçambique, e a organização de três grandes fóruns recentes no Brasil: o G20 no Rio de Janeiro, o BRICS também no Rio de Janeiro, e a COP 30 em Belém. O presidente salientou que, em dois anos e meio, o Brasil criou 486 novos mercados para produtos brasileiros.

O destaque da agenda próxima é a assinatura do acordo MercosulUnião Europeia. “Eu posso lhe garantir que no dia 20 de dezembro estarei assinando o acordo União Europeia Mercosul, afirmou, ressaltando que o evento será em Brasília e que este “possivelmente seja o maior acordo comercial sabe do mundo”.

Em termos de geopolítica regional, o presidente manifestou grande preocupação com o aparato militar que os Estados Unidos colocaram no Mar do Caribe, de frente para a Venezuela. Ele enfatizou que a América do Sul é uma zona de paz e que “não tem nenhum sentido você ter uma guerra agora”. Lula declarou sua intenção de conversar com o presidente Trump sobre o assunto.

Por fim, ao ser questionado sobre a decisão da justiça envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula adotou uma postura de não intervenção, declarando: “eu não faço comentário sobre uma decisão da Suprema Corte”.

A próxima COP, a COP 31, terá a presidência passada para a Austrália. O Brasil também tem uma visita de estado à Índia programada, com o objetivo de priorizar investimentos e comércio bilateral.

Analogia

Para entender a relevância do G20 e da COP, pense neles como grandes navios que precisam mudar de curso no oceano da política global e da economia. O G20 é o navio que define a rota econômica, e o COP é o que define a rota ambiental.

O Brasil, ao sediar eventos e mediar documentos complexos como o Pacote de Belém, atua como o piloto que, usando a bússola do multilateralismo, garante que a mudança de direção aconteça, mesmo quando nações poderosas, como os Estados Unidos, se ausentam ou tentam frear o movimento.

Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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1 comentário em “Brasil liderança global: Lula garante sucesso do multilateralismo no G20 e COP30”

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