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Lula anuncia viagens à Alemanha, Índia e Coreia do Sul no início de 2026, com centenas de empresários

    Durante evento na ApexBrasil, Presidente informou três missões empresariais de alto potencial, mirando, além de inovação, o setor de transição energética

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    Presidente Lula
    Presidente Lula e membros do governo posam para foto após celebração da abertura de 500 mercados e da inauguração de sede da ApexBrasil |15.12.2025| Foto: Ricardo Stuckert


    Brasília, 15 de dezembro 2025

    O sucesso recente do Brasil no comércio exterior, simbolizado pela abertura de 508 novos mercados, não é visto pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva como um ponto final, mas sim como o início de uma nova fase estratégica que exige presença global.

    Para consolidar o país como uma potência que exporta mais que commodities brutas, o presidente anunciou, durante evento de inauguração da nova sede própria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, nesta segunda-feira (15/dez), três missões empresariais de alto risco e alto potencial para o exterior, mirando a inovação e o setor de transição energética.

    O presidente da ApexBrasil, Jorge Viana, confirmou que as viagens envolverão a Alemanha, a Índia e a Coreia do Sul, e que a agência está se preparando para levar centenas de empresários.

    1. Alemanha e o Desafio do CO2: Não se Apresentar como o Coitadinho

    A primeira missão estratégica ocorrerá em abril, na Hannover Messe, na Alemanha. O presidente ressaltou que esta é a “maior feira industrial do mundo” e que ele possui um desafio direto ao primeiro ministro da Alemanha e ao dono da Mercedes-Benz.

    O objetivo é provar a competitividade e a superioridade ambiental da matriz energética brasileira: “eu quero provar lá na Alemanha que o nosso combustível emite menos CO2 do que os deles”.

    Lula fez um apelo para que o país mude a sua postura internacional: “nós precisamos levar muitos empresários” e parar de “se apresentar como se fosse o coitadinho”.

    Jorge Viana detalhou o esforço da ApexBrasil na feira, que será a país homenageado: eles investiram R$ 20 milhões de reais, adquiriram 2.200 m² de espaço e planejam levar mais de 300 empresas, incluindo áreas de tecnologia.

    2. Índia: O Mercado de 1,4 Bilhão de Pessoas

    Agendada para fevereiro, logo após o carnaval, a missão à Índia visa corrigir um fluxo comercial considerado “inaceitável” pelo presidente. Para um país de “1 bilhão e 400 milhões de habitantes”, o comércio bilateral de apenas 12 bilhões é um número muito baixo.

    A missão tem duas vertentes:

    Comprar e Aprender: O foco não é apenas vender. Lula quer ver o que o Brasil pode adquirir, reconhecendo que a Índia é superior “na questão espacial”, na indústria de defesa e na indústria de fármaco. O objetivo é “ir lá ver o que que a gente pode comprar deles e oferecer”.

    Vender Experiência Agrícola: Para os indianos, que têm uma vasta população de pequeno agricultor e de agricultura da subsistência, o Brasil deve mostrar “qual é o serviço que a Embrapa prestou ao desenvolvimento da pequena agricultura aqui”.

    Para otimizar essa relação, a ApexBrasil anunciou que abrirá um escritório na Índia, pois “não é possível que num país [de] 1.4 bilhões de habitantes nós temos só 12 bilhões de comércio”.

    3. Coreia do Sul: Da Proteína Animal aos Cosméticos

    Também prevista para fevereiro, a viagem à Coreia do Sul tem o objetivo tradicional de abrir mercados para a proteína animal, mas ganha um foco surpreendente no setor de beleza.

    Lula declarou que a Coreia é hoje “o centro de maior produção de creme de beleza do mundo”. Ele pretende levar “um monte de empresária mulher da área de beleza nesse país” e destacou que a Coreia produz as “máquinas mais modernas que deixa a gente bonita”.

    A estratégia diplomática para atrair os coreanos é clara: “quando a gente chega num país a gente não pode passar ideia que a gente vai lá só para vender”, pois isso faz o parceiro se retrair.

    A abordagem deve ser de parceria: “nós viemos aqui ó saber o que que vocês têm para nos vender”, e em troca, o Brasil oferece “a razão da beleza nossa que é a qualidade da nossa carne da nossa comida”.

    Se essa troca gerar “química, aí a gente fechou o ano atendendo todos os países do mundo que a gente precisava fechar”, concluiu o presidente.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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