Análise de Xico Sá revela desespero da oposição em colar escândalos como Banco Master e quebra de sigilo de Lulinha ao governo petista, mas sem impacto de grandes casos passados
Brasília (DF) · 09 de março de 2026
Um texto do jornalista Xico Sá, publicado no ICL Notícias, destaca um cenário inédito para Luiz Inácio Lula da Silva e os candidatos do PT na corrida presidencial de 2026: uma disputa eleitoral marcada por relativa tranquilidade, sem a necessidade de justificar grandes escândalos em espaços populares como botecos, feiras ou calçadões.
Desde a eleição de 2006, candidatos petistas enfrentaram o ônus de explicar episódios como Mensalão, Petrolão e investigações da Lava Jato, mesmo quando envolviam políticos de diversas siglas.
Em 2022, a memória da República de Curitiba ainda pesava, com Sérgio Moro atuando ao lado de Jair Bolsonaro nos debates. Em março de 2026, porém, a oposição busca em vão um “mar de lama” equivalente.
O colunista observa que a tentativa de associar o governo atual a irregularidades recentes — como a fraude no Banco Master, descrita por Fernando Haddad como “a maior fraude bancária da história do Brasil e talvez uma das maiores do mundo” — não cola com a mesma força.
O esquema foi criado e alimentado durante a gestão de Roberto Campos Neto no Banco Central, no governo Bolsonaro, conforme investigações internas e análises econômicas.
O truque midiático, segundo Sá, envolve embolar os Três Poderes e ligar Lula ao desgaste do STF, incluindo ministros como Dias Toffoli (ex-petista) e Alexandre de Moraes (centro-direita).
Sem um escândalo amplo terminado em “ão”, a oposição aposta no diminutivo Lulinha.
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A quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente, foi autorizada pelo ministro André Mendonça em janeiro de 2026, a pedido da Polícia Federal, no contexto de fraudes no INSS.
A medida ocorreu antes da aprovação pela CPMI do INSS em quinta-feira (26/fev).
Relatórios revelaram 1.531 transações entre 2022 e janeiro de 2026, totalizando R$ 19,5 milhões, majoritariamente transferências internas e resgates de investimentos, sem indícios de repasses diretos do lobista conhecido como “Careca do INSS”.
A defesa de Lulinha manifestou tranquilidade, criticando a exposição midiática desnecessária.
Na quarta-feira (05/mar), novas revelações sobre as movimentações de Lulinha reforçaram compatibilidade com atividades empresariais legítimas, sem conexões diretas ao esquema do INSS.
A oposição segue explorando o tema em redes e discursos, enquanto governistas minimizam o impacto eleitoral.
Desdobramentos da CPMI e inquéritos no STF continuam sob acompanhamento.

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