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Khamenei ameaça afundar porta-aviões de Trump a ponto do “Exército mais forte do mundo não mais se levantar”

    Enquanto negociações nucleares avançam em Genebra sob forte pressão militar americana, o líder supremo do Irã eleva o tom e adverte que Washington jamais conseguirá derrubar a República Islâmica

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    O Líder
    O Líder da Revolução Islâmica, Aiatolá Seyyed Ali Khamenei, discursa para milhares de pessoas da província do Azerbaijão Oriental na terça-feira |17.2.2026| Foto: khamenei.ir | No detalhe, o presidente dos EUA, Donald Trump, em rotineira conversa com jornalistas a bordo do Air Force One durante viagem de Palm Beach, Flórida, para a Base Aérea Conjunta Andrews, em Maryland |16.2.2026| Foto: Reuters
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Teerã (IR) · 17 de fevereiro de 2026

    Ayatollah Seyyed Ali Khamenei, o líder supermo do Irã, dirigiu-se nesta terça-feira (17/fev) a milhares de pessoas da província de East Azarbaijan, em Teerã, para responder diretamente às ameaças repetidas do presidente Donald Trump e ao descobramento de forças navais dos Estados Unidos no Golfo Pérsico.

    De acordo com o portal oficial Press TV, o líder iraniano afirmou: “Eles vivem repetindo que enviaram um porta-aviões em direção ao Irã. Tudo bem — um porta-aviões é certamente um equipamento perigoso. Mas mais perigoso que o porta-aviões é a arma capaz de enviá-lo para o fundo do mar“.

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    O porta-aviões
    O porta-aviões USS Abraham Lincoln, atualmente em formação ao largo do Irã, durante os exercícios Rim of the Pacific em julho de 2022 | Foto: Cpl. Djalma Vuong-De Ramos/Forças Armadas Canadenses via World Socialist Web Site

    Khamenei prosseguiu, dirigindo-se explicitamente a Trump: “O presidente americano vive dizendo que o exército deles é o mais forte do mundo. O exército mais forte do mundo, porém, pode às vezes receber um golpe tão forte que não consegue mais se levantar“.

    E concluiu com tom definitivo: “Há 47 anos a América fracassa em destruir a República Islâmica… Eu digo: vocês também não conseguirão fazê-lo no futuro“.

    A declaração surge exatamente quando os Estados Unidos mantêm o grupo de porta-aviões USS Abraham Lincoln – e preparam o envio de um segundo, possivelmente o USS Gerald R. Ford – nas águas próximas ao Irã, estratégia que Trump tem chamado de “armada massiva” para forçar um novo acordo nuclear.

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    O USS
    O USS Gerald R. Ford, porta-aviões que estenderá seu destacamento, iniciado em junho de 2025, e operará ao lado do USS Abraham Lincoln no Oriente Médio, marcando a primeira presença de dois porta-aviões na área do CENTCOM em quase um ano | Foto: Marinha dos EUA via Army Recognition

    Reações no entorno persa
    A escalada retórica repercutiu imediatamente na vizinhança imediata do Irã. Veículos de comunicação turcos, como a Anadolu Agency, destacaram que as advertências iranianas “desafiam diretamente a armada de Trump” e podem desestabilizar toda a região do Golfo.

    Fontes regionais citadas pela agência lembram que qualquer aventura americana acionaria resposta “imediata e sem precedentes”, com potencial envolvimento de atores próximos como o Hezbollah no Líbano e grupos no Iraque e Iêmen — todos parte do chamado “eixo de resistência” que Teerã coordena.

    Visão da Casa Branca
    Do lado americano, não houve comentário oficial imediato da Casa Branca sobre o discurso desta terça-feira.

    No entanto, veículos de referência dos Estados Unidos pintam o quadro claro da estratégia de Trump.

    O The New York Times e a CNN relatam que a administração mantém o envio de porta-aviões e aviões de combate como alavanca enquanto negociações indiretas ocorrem em Genebra.

    Trump tem repetido que “uma mudança de poder no Irã seria a melhor coisa que poderia acontecer” e que a força militar americana está posicionada para “ações rápidas e violentas” caso Teerã não aceite as exigências americanas de fim permanente do enriquecimento de urânio e limitação de mísseis.

    CENTCOM
    A área de responsabilidade do CENTCOM (Comando Central dos EUA) abrange 21 países no Oriente Médio, Ásia Central e Sul, além do Golfo Pérsico, Mar Vermelho e Golfo de Omã.

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    Mapa oficial
    Mapa oficial da Área de Responsabilidade (AOR) do U.S. Central Command (CENTCOM), abrangendo 21 países no Oriente Médio, Ásia Central e Sul da Ásia, com destaque para o Golfo Pérsico, Mar Vermelho e Golfo de Omã. Os países são coloridos e delimitados claramente, mostrando a extensão geográfica de mais de 10,36 milhões de quilômetros quadrados / Fonte: Centcom.mil (com base em dados do Departamento de Defesa dos EUA (atualizado em 2026, incluindo Israel desde 2021)

    Estabelecido em 1983, o CENTCOM é um dos comandos combatentes unificados dos EUA, que alegam ter foco na promoção da segurança, estabilidade e interesses americanos em uma região estratégica e frequentemente instável. 

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    Mapa mundial das Áreas
    Mapa mundial das Áreas de Responsabilidade dos Comandos Combatentes Unificados dos EUA, com o CENTCOM destacado em laranja no Oriente Médio, Ásia Central e partes do Sul da Ásia, ilustrando o foco regional em relação a outros comandos como AFRICOM, EUCOM e INDOPACOM / Fonte: World Geostrategic Insights (wgi.world)

    O mapa acima ilustra as Áreas de Responsabilidade (AORs) dos 11 Comandos Combatentes Unificados (COCOMs) das Forças Armadas dos Estados Unidos, conforme o Unified Command Plan (UCP), um documento classificado revisado a cada dois anos pelo Presidente, resumidos do portal WGI.World, com base no portal oficial do Office of the Under Secretary of Defense for Acquisition and Sustainment (OUSD(A&S)), ou em português, Escritório do Subsecretário de Defesa para Aquisição e Sustentação, no Departamento de Defesa dos Estados Unidos (DoD — Department of Defense).

    Os COCOMs dividem-se em sete comandos regionais (focados em áreas geográficas específicas) e quatro funcionais (operações globais). Cada comando é composto por forças de dois ou mais ramos militares e tem autoridade para planejar e executar operações em tempos de paz e guerra.

    Destaque para o U.S. Central Command (CENTCOM), destacado em laranja no mapa:
    Abrange a maior parte do Oriente Médio, partes do Norte da África, Ásia Ocidental e porção do Oceano Índico.
    Inclui 20 países, como Irã, Iraque, Afeganistão, Egito, Arábia Saudita, Síria, Iêmen, Paquistão e outros.
    Sede: MacDill Air Force Base, Flórida.
    Responsável por operações na região central estratégica, incluindo o Golfo Pérsico, Mar Vermelho e Golfo de Omã.

    Outros comandos regionais incluem:
    USAFRICOM (África Subsaariana),
    USEUCOM (Europa, partes da Ásia Central e Ártico),
    USNORTHCOM (América do Norte),
    USINDOPACOM (Indo-Pacífico),
    USSOUTHCOM (América Latina e Caribe).

    Os comandos funcionais (globais) são:
    USSOCOM (operações especiais),
    USSTRATCOM (estratégico/nuclear),
    USCYBERCOM (ciberespaço) e
    USTRANSCOM (transporte).

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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