O profissional se irritou com o parlamentar e desmentiu fala sobre a Lei Magnitsky: “Está fazendo o que aqui ainda? Volta pro teu país!” – SAIBA QUEM DISSE ISSO
Whashington D. C., EUA, 06 de setembro de 2025
O deputado federal intercontinental Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que ainda exerce seu mandato a partir de Washington D. C., afirmou neste sábado (6/set) que “A [Lei] Magnitsky não é só sobre bancos, mas também, por exemplo, companhias aéreas, aplicativos e toda e qualquer empresa que tenha relação com os EUA, mesmo que estes aviões façam a rota Brasil–Europa”.
O filho do inelegível e réu no STF (Supremo Tribunal Federal), acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado em 2022, Jair Bolsonaro (PL), concluiu seu texto na plataforma social de microblog X afirmando que “até agora ninguém refutou esta ideia”.
Por conta disso, o jornalista Fernando Boscardin, que também vive nos EUA, respondeu na mesma rede social:
“Eu refuto então: A sua afirmação está errada. O Magnitsky Act não pune companhias aéreas por transportar alguém como Alexandre de Moraes em voos Brasil–Europa, nem aplicativos ou empresas só por terem laços com os EUA“, escreveu em uma longa réplica para desmentir o “traidor da Pátria“, como é visto o parlamentar por setores progressistas brasileiros.
“Não há casos de companhias aéreas sancionadas por isso, e a lei exige envolvimento direto em violações graves, não em atividades normais como vender passagens”, explicou Boscardin.
E prosseguiu: “A empresa precisa auxiliar [o ministro] Moraes a praticar ilegalidades. No Brasil, sanções americanas precisam de aprovação judicial local para valerem”, disse.
Em uma entrevista concedida ao SBT, que teve trecho divulgado pelo parlamentar em suas redes sociais, Eduardo é questionado pela jornalista: “O senhor aponta para a possibilidade de cancelamentos de mais vistos, não só de autoridades, mas de cidadãos comuns, e em algumas semanas no Brasil houve essa notícia, que foi inclusive publicada”.
Eduardo Bolsonaro respondeu que “o [ministro do STF] Alexandre de Moraes não age sozinho” e que em seu “aparato persecutório existem agentes, delegados da Polícia Federal, pessoas da sua chefia de gabinete… Muita coisa que vem à tona através das matérias do jornalista Michael Shellenberger“.
Ele se referiu às matérias no “Twitter Files Brasil”, um conjunto de documentos internos da plataforma X que foram divulgados em abril de 2024, que, segundo o jornalista Shellenberger, indicariam um suposto conluio entre o Judiciário brasileiro e a rede social.
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O parlamentar intercontinental também citou “os depoimentos de Eduardo Tagliaferro“, nome relacionado ao ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que em uma audiência pública, na terça-feira (2/set), na Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado Federal, de forma remota, pois atualmente reside na Itália, fez acusações sobre suposta fraude processual.
Eduardo Bolsonaro lembrou também da “recente audiência pública realizada na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, onde o Mike Bence [ex-funcionário do Departamento de Estado dos EUA] também expõe muito do ‘Complexo Industrial’ de censura”.
O parlamentar filho de réu e inelegível se referiu ao depoimento relacionado à suposta interferência do órgão estadunidense em nosso País, quando disse: ““À medida que observo o que acontece no Brasil nesse contexto de censura das mais altas Cortes e legislação de censura sendo aprovada e pressões pela censura sendo exercidas por várias camadas da mídia e legislativas, venho registrando a história do envolvimento do governo americano na censura de cidadãos brasileiro“, conforme transcreveu a CNN Brasil, há exatos 1 mês, em 6 de agosto.
Benz afirmou que a administração do ex-presidente democrata Joe Biden interferiu na política brasileira, destacando o apoio financeiro de organizações do Departamento de Estado para combater a desinformação.
Ele mencionou uma reunião dos Estados Unidos com o Comitê de Relações Exteriores sobre ações do judiciário brasileiro e ressaltou preocupações sobre a atuação da USAID no país, incluindo parcerias com o Tribunal Superior Eleitoral para enfrentar a desinformação nas eleições.
A Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional foi uma agência oficial de ajuda humanitária que respondia por mais da metade de toda a assistência externa dos Estados Unidos — foi a maior do mundo em termos financeiros em dólares.
“Então todos os operadores ativos desse ecossistema. estão na mira aqui no radar dos americanos, e eu acredito que a gente vai ter sim, uma nova leva de dessa punição através do cancelamento de vistos americanos“, disse Eduardo Bolsonaro, concluindo sua fala, em resposta à jornalista do SBT.
Sobre o jornalista Fernando Boscardin, ele concluiu sua ‘repreensão ao deputado intercontinental:
“Pare de postar como se você pudesse falar pelo governo dos EUA. Você é um mero turista no país. Sua amizade com lobistas não te transformam num porta-voz do estado americano, como você tem se comportado”, aconselhou o jornalista.
“Tu não tem essa legitimidade”, disse Boscardin, tentando mostrar ‘seu lugar no mundo’. E sugeriu a Eduardo Bolsonaro:
“Aliás, você disse numa mensagem para o seu pai, segundo a PF, que os EUA “eram uma merda de lugar.” Está fazendo o que aqui ainda? Volta pro teu país!”
Eu refuto então:
— ⚖️WE THE PEOPLE 🙌 .•. (@Boscardin) September 6, 2025
A sua afirmação está errada. O Magnitsky Act não pune companhias aéreas por transportar alguém como Alexandre de Moraes em voos Brasil-Europa, nem aplicativos ou empresas só por terem laços com os EUA.
Não há casos de companhias aéreas sancionadas por isso, e… pic.twitter.com/OOau4KKGnx








Um de cada vez. Primeiro o pai, depois o filho. E por fim a espírito de porco.
Fofocas e mais fofocas, legal seria ações práticas como a cassação do mandato desse traidor da pátria, um ignorante funcional, manipulador. #anistiaégolpe
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