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Jean Wyllys volta à política contra Congresso de “fanáticos, ignorantes, odiosos, racistas e ladrões”

Após ameaças de morte, pretenso deputado quer renovar Legislativo brasileiro, com foco em combate à corrupção e retrocessos sociais – LEIA A ÍNTEGRA DA MENSAGEM DO EX-DEPUTADO

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EDINHO SILVA
EDINHO SILVA E JEAN WYLLYS – IMAGEM REPRODUÇÃO @JEANWYLLYS X

RESUMO
 
URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO
 


Brasília (DF) · 12 de fevereiro de 2026

O ex-deputado federal Jean Wyllys revelou, na quarta-feira (11/fev), sua decisão de retornar à arena institucional após um período de recolhimento marcado por intensos conflitos internos, mas em um anúncio que ecoou como um terremoto no cenário político brasileiro.

O comunicado, divulgado em uma thread no X (antigo Twitter), descreve uma luta pessoal entre o desejo de permanecer afastado e a necessidade de combater o que ele classifica como degradação moral e estrutural no Congresso Nacional.

Essa volta, articulada pelo movimento Um Outro Congresso é Possível e com acolhida do Partido dos Trabalhadores (PT), posiciona Wyllys como pré-candidato a uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo nas eleições de 2026.

A iniciativa surge em meio a um contexto de polarização, onde o ativista, conhecido por sua defesa intransigente dos direitos humanos, promete enfrentar velhos fantasmas da política brasileira.

O texto de Wyllys inicia com uma narrativa introspectiva sobre os dois meses de “conflito e consumição internos“, período em que ele se dedicou a reconstruir sua vida financeira e emocional após “sucessivas violências políticas” que demoliram sua estrutura pessoal, mas não abalaram seus “fundamentos e alicerces“.

Essa resiliência é um eco das ameaças que o levaram a renunciar ao mandato em 2019 e se exilar na Europa, conforme reportado na época por fontes como o g1, que destacou as intimidações sofridas por sua orientação sexual e ativismo LGBTQIA+.

Transitando para uma crítica afiada ao atual Congresso Nacional, Wyllys denuncia o sucumbimento à “mais descarada e escancarada corrupção das ‘emendas pix‘”.

Essas emendas, conhecidas como transferências especiais parlamentares, explodiram em volume nos últimos anos, com um aumento de mais de 2.000% entre 2020 e 2024.

O mecanismo, criticado por falta de transparência, permitiu que oligarquias e máfias se beneficiassem do dinheiro público enquanto enganam os “otários e pobres de direita” com discursos falsos de cristianismo e patriotismo.

Relatórios da Transparência Brasil reforçam essa visão, apontando que menos de 1% das emendas pix de 2024 identificam o destino dos recursos, facilitando desvios.

O ativista não poupa alusões a figuras específicas, referindo-se a “dois desses bandidos” que estão no exterior, fugitivos da Justiça, conspirando contra o país que se reergue sob o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, sem citar nominalmente quem são, mas certamente se referindo a Eduardo Bolsonaro como um deles.

Os conspiradores operam em um contexto de traumas nacionais recentes, como as mais de 700 mil mortes durante a pandemia de COVID-19, amplamente atribuídas à gestão negacionista do ex-presidente Jair Bolsonaro, conforme cita Wyllys, segundo dados do consórcio de imprensa formado por veículos como g1, que estimou que até 400 mil óbitos poderiam ter sido evitados com políticas adequadas.

Wyllys prossegue com uma radiografia impiedosa de parlamentares do Congresso Nacional, destacando “gente fanática, ignorante, odiosa, racista, ressentida e enganada por ladrões” que votam contra medidas essenciais, como a redução da jornada de trabalho, gratuidade do gás de cozinha, melhorias na saúde pública e educação de qualidade.

Essas pessoas em cargos públicos, segundo ele, integram organizações criminosas enquanto se escondem atrás da Bíblia para justificar a “submissão, a humilhação e o assassinato das mulheres, principalmente das mais pobres“.

Os casos de feminicídio citados por Wyllys multiplicam-se, com um aumento de 0,7% em 2024, totalizando 1.492 vítimas, majoritariamente negras, e é embasado no Anuário Brasileiro de Segurança Pública.

O apoio a figuras como o ex-presidente norte-americano Donald Trump, descrito por Wyllys como “pedófilo e mafioso“, reflete uma aliança ideológica que ignora violações éticas.

Não escapam à análise os apelos desesperados dos povos indígenas e quilombolas por reconhecimento real de seus direitos territoriais, conforme enfatizado em relatórios do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, que documentam violações sistemáticas.

Wyllys cita amigas e amigos das artes vivas – teatro, dança, circo –, das artes visuais, literatura e cinema enfrentam esforços hercúleos por políticas públicas consistentes e orçamentos adequados, como destacado na Política Nacional das Artes do Ministério da Cultura, que busca promover a difusão artística brasileira em meio a cortes históricos.

A comunidade LGBTQIA+, também citada por Wyllys, volta a sofrer com “índices alarmantes de violência letal“, necessitando de mais voz no poder. Estatísticas recentes da Agência Brasil indicam um salto de denúncias de 3.948 em 2022 para 6.070 em 2023, com 5.741 casos até setembro de 2024, puxados por agressões a transexuais e travestis.

Avançando para propostas visionárias, Wyllys questiona como garantir que a ciência explore o “valor medicinal das drogas atualmente ilícitas” no combate a doenças como câncer e Alzheimer. Pesquisas brasileiras, como o estudo da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), demonstram que extratos de cannabis com THC e CBD promovem recuperação de memória em pacientes com Alzheimer, abrindo caminhos para tratamentos inovadores.

O pretenso futuro deputado cita os direitos básicos para motoristas de Uber e entregadores de iFood em casos de acidentes urgentes, em um setor que discute regulamentação via projetos como o PLP 12/2024, conforme debates na iFood e no Congresso, visando inclusão previdenciária e remuneração mínima.

Convencer trabalhadores pobres a parar de defender “bilionários parasitas que estão destruindo o futuro do planeta” é outro desafio, ligado a uma política ambiental sustentável para mitigar danos de chuvas e secas extremas.

O Plano Clima do Ministério do Meio Ambiente busca zerar emissões líquidas até 2050, alinhando desenvolvimento sustentável com adaptações climáticas.

Proteger comunidades como judaica, libanesa, chinesa, japonesa, senegalesa, árabe e latino-americana da xenofobia e racismo é imperativo, em um país onde denúncias cresceram 874% entre 2021 e 2022, segundo o Ministério dos Direitos Humanos.

Enfrentar a “desinformação digital e as novas formas do fascismo” fecha o rol de prioridades, com o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC) priorizando o combate em seu Plano de Ação 2025-2027.

Concluindo, Wyllys aceita o desafio, agradecendo ao movimento e ao PT, e se coloca como prova viva de que “um outro Congresso é possível“, com sua “humanidade de carne e osso“.

“Pesado! Mas eu concluí que preciso encarar novamente essas questões dentro das instituições políticas, como fiz antes — e muito bem — em meus dois mandatos anteriores!”, afirmou.

Essa declaração não apenas revitaliza o debate progressista, mas expõe feridas abertas na democracia brasileira, instigando a sociedade a refletir sobre corrupção, desigualdades e o papel das instituições em um ano eleitoral pivotal.

Leia a íntegra abaixo rolando o texto

 

Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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1 comentário em “Jean Wyllys volta à política contra Congresso de “fanáticos, ignorantes, odiosos, racistas e ladrões””

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