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Janja salvou o país de um golpe de Estado: “Não aceita a GLO, amor, porque é tudo o que eles querem”

    FOTO – LULA e JANJA se beijam durante a festa da posse, em 1º de janeiro de 2023 | Imagem reprodução

    É tomar conta do governo”, completou a Primeira-Dama do BrasilLula conta: “Se eu dou autoridade pra eles, eu tinha entregado o poder pra eles“. E graças à Janja, o estadista optou pela Intervenção Federal

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    Após os atos de violência praticados por manifestantes bolsonaristas golpistas terroristas contra as sedes dos Três Poderes, há um ano, o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), cogitou assinar uma GLO, que é um decreto de Garantia da Lei e da Ordem, mas foi desaconselhado por Janja:

    Não aceita a GLO, amor, porque é tudo o que eles querem“, teria dito a Primeira-Dama do Brasil, a socióloga Rosângela Lula Silva, conforme foi relatado pelo estadista, no documentário “8/1 – A Democracia Resiste”, produzido pela ‘GloboNews‘.

    O chefe do Executivo afirmou: “Foi a Janja que invalidou: ‘Não aceita a GLO, porque GLO é tudo que eles querem. É tomar conta do governo’. Se eu dou autoridade pra eles, eu tinha entregado o poder pra eles“, disse Lula na produção, divulgada no domingo (7/1), conforme transcreveu o jornal ‘O Estado de S. Paulo’.

    Foi assim que Lula nomeou Ricardo Cappelli para ser o interventor federal, conforme é previsto no Artigo 34 da Constituição. Ele liderou o trabalho com a Polícia Militar do DF para contornar a crise.

    Lula disse que tomou a decisão após Janja desaconselhar a GLO:

    Eu tomei a decisão, falei pro Flávio Dino: ‘Vamos fazer o que tiver que fazer, não tem GLO‘”, afirmou o presidente. E graças à Janja, o uso da Garantia da Lei e da Ordem, conclamado por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que não aceitaram o resultado das eleições de 2022, não prevaleceu.

    Caso a GLO fosse colocada em vigor, o Exército, que ainda estava profundamente ligado ao ex-presidente derrotado e declarado inelegível Jair Bolsonaro (PL), passaria a exercer o poder de polícia, revistaria pessoas, daria voz de prisão e faria patrulhamento.

    O risco que o presidente da República avaliou era de, ao acionar as Forças Armadas, colocar os militares num papel de protagonismo, o que não seria conveniente por conta das características dessa crise política“, disse o professor da FGV, Carlos Sundfeld.

    Além de não querer conferir protagonismo aos militares, a primeira-dama, possivelmente, avaliou qual seria o recado que Lula daria aos manifestantes ao decretar a Garantia da Lei e da Ordem, disse Sundfeld.

    Nos meses que antecederam os atos golpistas, GLO havia se tornado palavra de ordem nos acampamentos instalados nas bases do Exército em todo o País. A alegação era de que um decreto dessa natureza era necessário diante de uma suposta fraude – jamais comprovada = no sistema eleitoral.

    Somente após quase um ano da consolidação do governo Lula, uma GLO foi acionada. Em novembro de 2023, o presidente assinou um decreto autorizando o emprego do Exército, da Marinha e da Aeronáutica em portos e aeroportos do Rio de Janeiro e de São Paulo.

    A medida está em vigor até maio de 2024.

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