O “provocador” de extrema-direita Jake Lang, que recentemente foi flagrado em saudação nazista, tentou promover uma marcha anti-imigração em Minnesota, no sábado (17)
Jake Lang, perdoado por Trump após acusações no 6/jan/2021, organizou protesto pró-ICE em Minneapolis em 17/jan/2026, e alegou esfaqueamento por contramanifestantes, mas polícia nega registro. Candidato ao Senado pela Flórida, ele tentou queimar Alcorão. Sua retórica anti-islâmica e antissemita atrai críticas de monitoramentos de extremismo.
Minneapolis, Minnesota · 18 de janeiro de 2026
Jake Lang, nascido Edward Jacob Lang, emergiu como uma figura polarizadora na arena política norte-americana, transitando de réu em um dos eventos mais tumultuados da história recente para aspirante a senador.
Sua trajetória, marcada por acusações graves e uma controversa libertação, culminou em um episódio de violência urbana em Minneapolis no sábado (17/jan), onde alegou ter sido esfaqueado durante uma manifestação pró-ICE (serviço de imigração dos EUA).
Segundo a NBC News, Lang organizou a “March Against Minnesota Fraud“, um ato em apoio à repressão imigratória, mas foi sobrepujado por centenas de contramanifestantes que o perseguiram, lançando balões de água e causando escoriações visíveis em sua cabeça.
They dragged the Nazi Jake Lang out the building in Minneapolis. 🤣 pic.twitter.com/UVSla1ydPw
— Lucifer (@LucifersTweetz) January 17, 2026
A polícia local, no entanto, informou não haver registro oficial de esfaqueamento ou ferimentos graves, conforme noticiado pela DW.
O incidente não foi isolado. Lang, de 30 anos, passou quase quatro anos detido aguardando julgamento por 11 acusações relacionadas à invasão do Capitólio em 6/jan/2021, incluindo agressão a policiais com um taco de beisebol, segundo detalhes do The Guardian.
Ele nunca foi a julgamento, graças a um perdão coletivo concedido pelo presidente Donald Trump em 20/jan/2025, um de seus primeiros atos no retorno ao poder, abrangendo cerca de 1.600 réus do motim.
Essa clemência, descrita pela NPR como abrangente mesmo para condenados por crimes violentos, permitiu que Lang saísse da prisão em Washington, D.C., e imediatamente anunciasse sua candidatura ao Senado pela Flórida.
Em sua campanha, Lang adota uma retórica inflamatória, autodenominando-se um “patriota de 1776” e utilizando o slogan “WE ARE TAKING OVER THE CAPITOL AGAIN”, conforme reportado pelo The Guardian.
Ele disputa a vaga deixada por Marco Rubio, agora secretário de Estado, contra a indicada Ashley Moody, ex-procuradora-geral da Flórida.
Dados da FEC (Federal Election Commission) mostram que sua campanha arrecadou modestos US$ 28.768 até o momento, contrastando com os milhões de Moody.
A Ballotpedia destaca sua plataforma focada em nacionalismo e anti-imigração, ecoando associações com milícias online durante sua detenção.
Antes do caos em Minneapolis, Lang já havia provocado controvérsias em Dearborn, Michigan, em nov/2025, onde tentou queimar um Alcorão durante um ato anti-islâmico, mas foi impedido por contramanifestantes.
Ele respondeu com um processo de US$ 200 milhões contra a cidade, alegando falha policial em protegê-lo, como detalhado pela CBS News.
A Daily Sabah descreve o episódio como uma tentativa de incendiar o livro sagrado com fluido inflamável, seguida de um gesto com bacon, ato considerado desrespeitoso.
Em Minneapolis, ele repetiu a ameaça de queimar o Alcorão nas escadarias da prefeitura, rotulando o evento como uma “CRUSADER MARCH” contra “Little Somalia“, referência à grande comunidade somali local, segundo o The Independent.
Sua ideologia, monitorada por organizações como o Southern Poverty Law Center, inclui retórica anti-muçulmana e antissemita, com episódios como uma saudação nazista em protesto anti-AIPAC, reportado pela Jewish Herald-Voice.

A Star Tribune relata que, em Minneapolis, o grupo de Lang – cerca de dez apoiadores – foi expulso para um hotel após tocarem “Ice, Ice Baby” e proferirem gritos anti-imigrantes, sendo numericamente superados por 10 para 1.
Esses eventos sublinham as tensões crescentes em torno da imigração sob a administração Trump, com Lang posicionando-se como mártir da extrema-direita.
Enquanto aguarda desdobramentos judiciais em Dearborn, sua campanha prossegue, mas analistas questionam sua viabilidade em um estado diversificado como a Flórida.

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