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Estado da Palestina emite nota condenando agressão de Israel contra ativistas (íntegra + vídeo)

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    Soldados israelenses
    Soldados israelenses entram nos barcos Florida e All In, da Global Sumud Flotilla, e capturam todos os membros da tripulação |02.09.2025| Imagem reprodução/Global Sumud Flotilla


    Embarcações com mais de 470 ativistas e ajuda para população sitiada foi alvo de agressão militar; Palestina alerta para risco de segurança e condena “genocídio”



    Brasília, 02 de outubro 2025

    Estado da Palestina emitiu um comunicado oficial condenando o ataque de Israel contra a Flotilha Global Sumud, uma iniciativa civil que transportava ajuda humanitária para a sitiada Faixa de Gaza.

    De acordo com a nota, a ação militar israelense viola a Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar e princípios humanitários internacionais, colocando em risco a segurança dos mais de 470 participantes a bordo.

    As imagens abaixo mostram o momento em que os barcos Florida e All In, da Flotilha Global Sumud, foram apreendidos por soldados de Israel, na manhã desta quinta-feira (02/out).|

    Palestina responsabiliza Israel pela integridade dos ativistas e pelo sucesso da missão, que visa aliviar a fome e o que classificam como um “genocídio” em curso.

    Este incidente ecoa o ataque à Flotilha da Liberdade em 2010, levantando novamente sérias questões sobre a legalidade do bloqueio marítimo.

    Fontes como a Al Jazeera e a Middle East Eye reportaram o evento em tempo real, destacando a tensão crescente.

    A frota, descrita como uma “iniciativa pacífica e liderada por civis“, tem como objetivo quebrar o “bloqueio desumano e ilegal” imposto por Israel a Gaza.

    Estado da Palestina reiterou que Israel, cuja ocupação foi declarada ilegal pelo Tribunal Internacional de Justiça, não tem qualquer soberania sobre as águas territoriais palestinas ou o direito de interferir na livre navegação em águas internacionais.

    Sob uma perspectiva progressista, a obstrução de ajuda humanitária a uma população à beira da fome é vista como uma violação grave dos direitos humanos fundamentais, um ato que a Anistia Internacional frequentemente denuncia como “castro coletivo“.

    A flotilha insiste em seu direito de entregar suprimentos vitais, um princípio defendido por organizações de direitos humanos em todo o mundo.

    Enquanto a comunidade internacional acompanha o desenrolar da situação, o Estado da Palestina elogiou a coragem dos participantes e fez um apelo urgente para que nações e organismos multilaterais estendam proteção à missão.

    A insistência de Israel em impedir a passagem da ajuda, amplamente documentada por veículos como a Reuters e a BBC, é criticada por aprofundar uma catástrofe humanitária já declarada pela ONU.

    O episódio coloca um holofote sobre a incapacidade da política internacional em fazer cumprir suas próprias resoluções e em proteger civis tanto em Gaza quanto aqueles que arriscam suas vidas para levarem auxílio.

    O mundo agora aguarda para ver se a pressão será suficiente para evitar outra tragédia anunciada.

    Leia a íntegra da nota do Estado da Palestina, postada em sua conta oficial no X:

    O Estado da Palestina condena o ataque e a agressão de Israel contra a Flotilha Global Sumud, em violação ao direito e às normas internacionais, incluindo a Convenção sobre o Direito do Mar, outros princípios humanitários e os direitos humanos dos participantes a bordo.

    O Estado da Palestina está profundamente preocupado com a segurança dos mais de 470 participantes e responsabiliza Israel pela segurança e bem-estar deles enquanto entregam ajuda humanitária a uma população sitiada, faminta e bombardeada sob genocídio.

    O Estado da Palestina lembra que a Flotilha Global Sumud é uma iniciativa pacífica e liderada por civis que visa quebrar o bloqueio desumano e ilegal imposto por Israel à Faixa de Gaza e pôr fim à política de fome e genocídio de Israel, de acordo com o direito internacional.

    O Estado da Palestina reitera que Israel, cuja ocupação da Palestina foi declarada ilegal pelo Tribunal Internacional de Justiça, não tem autoridade nem soberania sobre as águas territoriais da Palestina, que se estendem desde a Faixa de Gaza, e sobre as águas internacionais.

    A Flotilha Global Sumud tem o direito de livre passagem em águas internacionais, e Israel não deve interferir em sua liberdade de navegação, há muito reconhecida pelo direito internacional.

    O Estado da Palestina também reafirma que a Flotilha Global Sumud também tem permissão para navegar nas águas territoriais palestinas para entregar ajuda humanitária.

    Elogiamos os corajosos participantes e sua determinação em romper o cerco de Israel e pôr fim ao seu genocídio e pedimos à comunidade internacional que lhes estenda proteção”.



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