Operação conjunta de cinco horas com mísseis balísticos do Irã e foguetes do Líbano miraram Haifa e Beersheba – fontes israelenses confirmam impactos e baixas
Teerã (IR) · 12 de março de 2026
A Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) anunciou, por meio de seu Comunicado nº 33, a execução da primeira operação militar conjunta com o Hezbollah desde o início do conflito atual, integrada à quadragésima onda da Operação Verdadeira Promessa 4.
Batizada de “Ó Comandante dos Fiéis”, a ação durou cerca de cinco horas e envolveu lançamento contínuo de mísseis balísticos do Irã — entre eles Qadr, Emad, Khaibar Shekan e Fatah — sincronizado com barragens de drones e foguetes disparados pelo Hezbollah a partir do Líbano.
De acordo com a IRGC, os alvos incluíram mais de 50 instalações militares israelenses em regiões que vão de Haifa, no norte, a Tel Aviv, no centro, e até Beersheba, no sul, além de bases americanas como Al-Azraq (Jordânia) e Al-Kharj (Arábia Saudita).
A IRGC classificou o ataque como imposição de “uma nova realidade no campo de batalha ao inimigo”, conforme relatou o The Cradle Arabic.
Fontes iranianas, como o site da PressTV, relatam que a operação faz parte de uma série de ondas sucessivas da Verdadeira Promessa 4, com impactos declarados em posições militares israelenses e americanas na região.
Do lado libanês, o Hezbollah informou ter lançado a operação “Palha Comida” em retaliação a bombardeios israelenses nos subúrbios sul de Beirute e no sul do Líbano.
O grupo reivindicou ataques com dezenas de foguetes contra assentamentos próximos à fronteira, incluindo Kiryat Shmona e Nahariya, além de alvos militares como a base Misgav, instalações da indústria militar Udifat (nordeste de Haifa), base naval em Haifa, base de Tirat Carmel, quartel-general do Comando Norte (base de Dado), base Ami’ad (norte do Mar da Galileia), base Samson e base Ein Zeitim (norte de Safed).
A mídia israelense confirmou parte dos lançamentos. O jornal The Times of Israel reportou que o Hezbollah disparou cerca de 150 foguetes contra o norte de Israel em coordenação com mísseis balísticos iranianos, em uma ação descrita como “operação conjunta e integrada”.
Não houve feridos relatados em alguns ataques simultâneos ao centro de Israel.
Outras fontes israelenses, como o The Jerusalem Post, indicaram que o Hezbollah lançou mais de 100 foguetes na primeira onda — o maior volume desde o recrudescimento da guerra na semana anterior —, com cinco feridos leves em um impacto residencial no norte.
Em ataques iranianos anteriores (dias 8 a 10 de março), mísseis com submunições cluster causaram uma morte e ferimentos graves em Yehud e Or Yehuda (centro de Israel), além de danos a creches e infraestrutura em Ramle e arredores de Beit Shemesh, conforme relatos do The Times of Israel e The Jerusalem Post.
Não há confirmação independente de impactos diretos nas bases americanas citadas pela IRGC nem de baixas significativas em Al-Azraq ou Al-Kharj nas fontes israelenses ou ocidentais consultadas.
Em resposta, o exército israelense executou intensos bombardeios aéreos contra vilarejos no sul do Líbano, Vale do Bekaa e subúrbios sul de Beirute, causando mortes e feridos, conforme relatos de fontes locais libanesas.
Fontes israelenses indicam continuação de trocas de fogo com novos alertas de mísseis no norte e centro de Israel.

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