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Irã impõe cinco condições duras para cessar-fogo e rejeita proposta de Trump

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    O ministro
    O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, gesticula durante uma coletiva de imprensa conjunta com o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, na mansão de Zinaida Morozova, em Moscou |17.12.2025| Foto: Ramil Sitdikov/Pool Photo via AP
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Teerã (IR) · 26 de março de 2026

    O Irã endureceu sua posição diante das tentativas de diálogo com os Estados Unidos e apresentou cinco condições claras para qualquer cessar-fogo no conflito que já dura quatro semanas.

    As exigências, divulgadas por meio da televisão estatal e da agência Press TV, refletem a percepção de Teerã de que rodadas anteriores de negociações foram seguidas de agressões militares.

    Entre as demandas centrais está o fim completo da “agressão e dos assassinatos”, a criação de mecanismos concretos que impeçam a retomada da guerra e o pagamento garantido de reparações pelos danos causados.

    O Irã também exige o encerramento das hostilidades em todas as frentes regionais — incluindo as operações de Israel contra o Hezbollah no Líbano — e o reconhecimento internacional da sua soberania sobre o Estreito de Ormuz, via marítima estratégica pela qual transita cerca de um quinto do petróleo mundial.

    O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, reforçou que “no momento, nossa política é a continuação da resistência” e que “falar em negociações agora equivale a admitir derrota”.

    Segundo ele, mensagens trocadas por intermédio de países mediadores não configuram diálogo formal.

    As condições iranianas contrastam com a proposta de 15 pontos apresentada por Washington, que previa cessar-fogo inicial de 30 dias, restrições ao programa nuclear e de mísseis, além de maior liberdade de navegação no Estreito de Ormuz.

    Teerã rejeita qualquer limitação ao seu direito de enriquecimento de urânio para fins civis e afirma que o programa de mísseis “está em expansão” e não é negociável.

    Autoridades iranianas citadas pela Tehran Times e pela Press TV lembram o histórico de “traição” atribuído aos Estados Unidos, especialmente a saída do acordo nuclear de 2015 (JCPOA) em 2018 e ataques lançados durante processos diplomáticos em 2025 e início de 2026.

    “A não repetição da traição da diplomacia é condição essencial”, afirmaram diplomatas em declarações anteriores que ecoam na posição atual.

    O Líder Supremo Ayatollah Seyyed Mojtaba Khamenei teria mencionado a necessidade de compensações financeiras pelos danos das sanções e da guerra atual.

    Especialistas iranianos destacam que apenas um “preço pesado” no campo de batalha pode deter novas agressões.

    Essas exigências surgem em contexto de tensão elevada no Oriente Médio, onde o controle do Estreito de Ormuz funciona como importante alavanca estratégica para Teerã.

    O Irã mantém que qualquer caminho diplomático deve vir acompanhado de garantias juridicamente vinculantes, evitando repetição de cenários em que conversas foram seguidas de ataques.

    Fontes iranianas confirmam que a política de “resistência” permanece prioritária, com contatos indiretos em análise pelas altas autoridades de Teerã.




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