Estreito de Ormuz / Foto: arquivo / Middle East
Teerã (IR) · 09 de abril de 2026
O Irã voltou a fechar o Estreito de Ormuz nesta quarta-feira (8/abr), apenas horas depois de anunciar um cessar-fogo com os Estados Unidos.
A ação foi apresentada por autoridades iranianas como resposta direta a ataques de Israel contra o Líbano, interpretados como violação da trégua recém-estabelecida.
Segundo a Press TV, o Comando da Marinha do IRGC (Forças de Guarda Revolucionária Islâmica) reforçou que o Estreito de Ormuz “nunca voltará ao seu status anterior, especialmente para os Estados Unidos e Israel”.
A restrição, que na prática impede a passagem de navios ligados aos países envolvidos na agressão, visa “evitar o abuso de agressores” do corredor marítimo, conforme declaração do ministro das Relações Exteriores iraniano Abbas Araghchi.
A medida retoma o bloqueio parcial adotado desde 28 de fevereiro, quando Washington e Tel Aviv lançaram ataques contra o território iraniano.
Na visão de Teerã, o controle sobre a rota — por onde circula cerca de um quinto do petróleo mundial — constitui legítima autodefesa e instrumento de soberania nacional.
Fontes iranianas destacam que o estreito permanece aberto a nações amigas, como o Iraque, e que negociações com Omã buscam protocolos de passagem segura.
A CGTN (China), veículo aliado, relata que o Irã mantém a posição firme mesmo diante de ultimatos do presidente Donald Trump, que ameaçou destruir usinas e pontes iranianas caso o bloqueio persistisse.
A reabertura parcial havia sido discutida em conversas indiretas, mas o novo anúncio iraniano sinaliza que qualquer violação da trégua será respondida de forma proporcional.
Especialistas observam que o Estreito de Ormuz não é apenas uma via comercial: é símbolo de resistência à escalada militar externa e instrumento de equilíbrio na geopolítica global.
Com o fluxo de petroleiros reduzido a níveis mínimos, o mercado internacional de energia já registra volatilidade.
O Irã sustenta que a atual configuração do estreito é temporária e depende da cessação definitiva de ações hostis contra sua integridade territorial.
O fechamento do Estreito de Ormuz ocorreu, segundo o Irã, como medida de legítima defesa diante da “guerra de agressão” lançada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro.
Fontes iranianas (Press TV, Fars News, IRGC) afirmam que a ação impede o uso do estreito por navios hostis para atacar o Irã, em conformidade com o direito internacional.

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