Declarações oficiais de Teerã sinalizam retaliação inevitável, enquanto escalada ameaça estabilidade global no Oriente Médio
Teerã (IR) · 01 de março de 2026
O bombardeio conjunto das forças de Estados Unidos e Israel, que atingiu uma escola primária em Minab, no sul do Irã, resultou em ao menos 165 mortos, conforme dados oficiais divulgados pelo governo iraniano.
O ataque, ocorrido no sábado (28/fev), integra uma operação mais ampla que afetou 24 das 31 províncias iranianas, elevando o total de vítimas fatais nacionais a mais de 200, com centenas de feridos, segundo relatórios da Cruz Vermelha Iraniana e agências locais.
Entre os mortos na escola de meninas, destacam-se relatos de desmembramentos e cenas de pânico, descritos por testemunhas e pelo jornalista Shahrokh Saei à Al Manar.
O vice-internacional do partido Bidari Islami, Morteza Sobhaninia, reportou números ainda mais alarmantes, citando além das 165 crianças mortas, outras 96 em estado crítico, classificando o incidente como “um genocídio calculado de inocentes pelos sionistas e seus mestres americanos“.
O procurador-geral de Minab destacou que a contagem inicial pode subir, refletindo o caos nos hospitais sobrecarregados da região.
O IRNA, agência oficial de notícias do Irã, condenou a ação como uma “agressão covarde“.
O Ministério das Relações Exteriores, através do porta-voz Esmaeil Baghaei, exigiu ação imediata do Conselho de Segurança das Nações Unidas, enquanto o chanceler Abbas Araghchi afirmou no X que “esses crimes contra o povo iraniano não ficarão sem resposta“:
O presidente Masoud Pezeshkian enfatizou que as Forças Armadas Iranianas agirão com força para destruir bases inimigas.
O comandante da Khatam al-Anbiya, Gholam-Ali Rashid, declarou à emissora estatal que o Irã já retaliou com mísseis balísticos contra bases americanas e alvos em Israel, causando danos pesados, incluindo nove israelenses mortos e 28 feridos em Beit Shemesh, segundo a Press TV.
O general destacou que a República Islâmica definirá o fim da guerra, afirmando: “Eles a iniciaram – nós determinaremos o fim“.
Fontes como a Al Manar relataram que o ataque à escola ocorreu durante uma operação noturna apelidada de Epic Fury pelos agressores, visando defesas aéreas em Teerã e matando 40 oficiais de alto escalão, incluindo o comandante da IRGC, Mohammad Pakpour.
A SANA e a jornalista Yawen Xu, da CGTN, ecoaram as críticas à violação do direito internacional.
A RT destacou que, apesar do pânico inicial, o país mantém a resiliência com serviços públicos, como o metrô, operando normalmente.
Quanto às perspectivas, o Irã considera a retaliação um direito legítimo, inclusive em resposta à morte do líder supremo Ali Khamenei, conforme insinuado em comunicações oficiais via Mehr News.
Analistas na Sputnik News preveem uma escalada com potencialização de alianças com Rússia e China.
O conflito não apresenta indícios de desescalada, com o Hezbollah alertando para uma resposta coletiva.
Até o momento, a Al Manar reporta novos lançamentos de mísseis iranianos contra bases em Abu Dhabi.
Cobertura do Al Jazeera reportou o povo iraniano lotando Teerã nas primeiras horas deste domingo (1/mar):

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