Português Inglês Irlandês Alemão Sueco Espanhol Francês Japonês Chinês Russo
Avançar para o conteúdo

Inundações no Afeganistão deixam mais de 300 mortos e milhares desabrigados, diz a ONU (vídeos)

    O país é reconhecidamente “uma das nações mais suscetíveis do mundo às alterações climáticas“, que “não dispõe atualmente de estratégias de adaptação ou de recuperação de catástrofes“, diz jornalista – ASSISTA

    Receba notícias do Canal Urbs Magna no WhatsApp

    Inundações repentinas das chuvas sazonais excepcionalmente fortes no Afeganistão mataram mais de 300 pessoas e destruíram mais de 1.000 casas, disse a agência de alimentos da ONU (Organização das Nações Unidas), neste sábado (11/5), segundo a agência de noticias ‘Associated Press’.

    O World Food Programme (Programa Mundial de Alimentos) afirmou que estava distribuindo biscoitos fortificados para os sobreviventes de uma das muitas inundações que atingiram o Afeganistão nas últimas semanas, principalmente na província setentrional de Baghlan, que suportou fortes cheias na sexta-feira (10/5).

    Na província vizinha de Takhar, veículos de mídia estatais relataram que as inundações mataram pelo menos 20 pessoas. Zabihullah Mujahid, o porta-voz-chefe do governo do Talibã, postou nas redes sociais que “centenas sucumbiram a essas calamitosas inundações, enquanto um número substancial sofreu ferimentos“.

    Mujahid identificou as províncias de Badakhshan, Baghlan, Ghor e Herat como as mais atingidas. Ele acrescentou que “a extensa devastação” resultou em “perdas financeiras significativas” e acrescentou que o governo ordenou a mobilização de todos os recursos disponíveis para resgatar pessoas, transportar os feridos e recuperar os mortos.

    O Ministério da Defesa do Talibã disse em um comunicado que a força aérea do país já começou a evacuar pessoas em Baghlan e resgatou um grande número de pessoas presas em áreas inundadas, transportando 100 pessoas feridas para hospitais militares na região.

    Richard Bennett, Relator Especial da ONU sobre a situação dos direitos humanos no Afeganistão, disse no ‘X‘ que as inundações são um lembrete contundente da vulnerabilidade do país à crise climática e que são necessários tanto ajuda imediata quanto planejamento de longo prazo pelo Talibã e atores internacionais.

    Vídeos postados nas mídias sociais mostraram dezenas de pessoas reunidas neste sábado atrás do hospital em Baghlan em busca de seus entes queridos. Um funcionário diz a eles que devem ir e começar a cavar sepulturas enquanto sua equipe está ocupada preparando os corpos para a cerimônia de sepultamento.

    Autoridades disseram anteriormente que em abril pelo menos 70 pessoas morreram devido a fortes chuvas e inundações repentinas no país. Cerca de 2.000 casas, três mesquitas e quatro escolas também foram danificadas.

    O vídeo a seguir mostra imagens aéreas feitas de um helicóptero, revelando uma vasta área inundada pelas chuvas.

    Veja a seguir e leia mais depois:



    A jornalista Nilofar Ayoubi compartilhou imagens chocantes de uma enxurrada em uma rua no Afeganistão e acrescentou, na mensagem escrita na plataforma de microblogging ‘X‘, que país é reconhecidamente “uma das nações mais suscetíveis do mundo às alterações climáticas“, que “não dispõe atualmente de estratégias de adaptação ou de recuperação de catástrofes“.

    Segundo ela, “esta vulnerabilidade é agravada por uma miríade de desafios, incluindo o conflito em curso, o impacto das alterações climáticas, a pobreza generalizada, as sanções internacionais, as políticas rigorosas de gênero, o terrorismo, o extremismo e o comércio de estupefacientes, todos contribuindo para uma grave crise humanitária que permanece largamente ignorada pelo mundo”.

    Com uma fome iminente que ameaça mais de 20 milhões de afegãos, a assistência intermitente prestada pela Organização das Nações Unidas, embora bem intencionada, teve pouco impacto nas vastas necessidades da população”.

    Assista a seguir:



    Receba notícias do Canal Urbs Magna no WhatsApp

    🗣️💬

    Discover more from

    Subscribe now to keep reading and get access to the full archive.

    Continue reading