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Índia rebate EUA após relatório propor sanções à organização nacionalista e à agência de inteligência RAW

    Resposta oficial expõe tensões diplomáticas ao criticar relatório americano sobre violações à liberdade religiosa em 2026

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    Estátua de
    Estátua de deidade (Dvarapalaka) vandalizada no Sri Venkateswara Temple em Cary, North Carolina (janeiro 2026) mostrando dano, com objetos jogados / Foto: Hindu American Foundation via ABC11/WRAL
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO



    Nova Délhi (IN) ·♦· 16 de março de 2026

    A Índia rejeitou o relatório anual 2026 da Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional (USCIRF), órgão bipartidário americano que monitora violações à liberdade religiosa globalmente.

    O documento, divulgado no início de março, recomenda designar a Índia como “país de preocupação particular” por violações sistemáticas contra minorias religiosas, com base em condições de 2025 que incluem violência de multidões, leis discriminatórias e demolições de templos.

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    Placa vandalizada do BAPS Shri Swaminarayan Mandir
    Placa vandalizada do BAPS Shri Swaminarayan Mandir em Chino Hills, Califórnia (março 2025). Crédito: Cindy Yamanaka / Riverside Press-Enterprise via Getty Images (publicado no LA Times)
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    Pela primeira vez, propõe sanções direcionadas à Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS) — organização nacionalista — e à agência de inteligência RAW, com medidas como congelamento de ativos e proibição de entrada nos Estados Unidos.

    O Rashtriya Swayamsevak Sangh (RSS) é uma organização paramilitar de direita, nacionalista hindu, fundada em 1925 na Índia, com o objetivo de formar o caráter dos cidadãos para fortalecer a nação, promovendo a ideologia do Hindutva.

    O RSS defende que a identidade nacional da Índia está ligada à cultura hindu e opera através de shakas, reuniões que visam inculcar disciplina e patriotismo.

    Embora não dispute eleições diretamente, é o centro da rede Sangh Parivar, cuja principal ala política é o BJP.

    A organização tem um histórico controverso, tendo sido proibida três vezes, e é criticada por promover uma agenda de maioria hindu. Também atua em serviços sociais, como gestão de escolas e socorro em desastres.

    Quanto à Research and Analysis Wing (R&AW ou RAW), é a principal agência de inteligência externa da Índia, fundada em 1968, com a responsabilidade de coletar informações estratégicas fora do país, realizar operações secretas e combater o terrorismo internacional.

    Diferente do Intelligence Bureau (IB), a RAW atua globalmente, respondendo diretamente ao Primeiro-Ministro indiano, focando na coleta de dados sobre governos e organizações estrangeiras, conduzindo operações discretas e desempenhando um papel crucial no contraterrorismo, enquanto colabora com a DRDO para o desenvolvimento de inteligência científica, sendo frequentemente comparada à CIA, Mossad e MI6.

    O relatório USCIRF dos EUA também sugere vincular assistência militar e comércio bilateral à melhoria das condições religiosas.

    O Ministério das Relações Exteriores da Índia classificou o relatório como tendencioso e politicamente motivado.

    O porta-voz Randhir Jaiswal afirmou que o documento ignora a realidade pluralista do país, baseia-se em narrativas seletivas e distorce fatos para atacar a imagem indiana, minando a credibilidade da própria USCIRF.

    Em contraposição direta, Jaiswal sugeriu que a comissão examine questões internas dos Estados Unidos:

    Em vez de persistir com críticas seletivas à Índia, a USCIRF faria bem em refletir sobre os incidentes perturbadores de vandalismo e ataques a templos hindus nos Estados Unidos, o direcionamento seletivo à Índia e a crescente intolerância e intimidação de membros da diáspora indiana nos Estados Unidos“.

    A declaração oficial, compartilhada por jornalistas como Sidhant Sibal no X, reforça a defesa da soberania indiana e da harmonia religiosa.

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    A USCIRF, presidida por Vicky Hartzler, destaca no relatório abusos graves em vários países, incluindo assédio a minorias na Índia e violência comunitária em estados como Maharashtra, Odisha e Uttar Pradesh.

    A presidente enfatizou a necessidade de ações americanas para promover a liberdade religiosa global.

    Fontes como o relatório oficial da USCIRF e veículos indianos (Hindustan Times, The Hindu, India Today) confirmam o conteúdo das recomendações e a resposta firme do governo indiano.

    Essa troca evidencia tensões diplomáticas, onde acusações de violações religiosas se entrelaçam com defesa de narrativas nacionais e interesses geopolíticos.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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