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Motta “cagou no calcanhar”: perfis reagem após tumulto e dosimetria: “a Paraíba tá vendo” (vídeos)

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    Hugo Motta
    Hugo Motta / Foto: Julio Dutra/Republicanos via Correio Brasiliense

    Presidente Câmara provoca indignação nas redes e conterrâneos prometem respostas nas urnas após ações que marcaram as últimas horas em Brasília; apesar do sinal da casa desligado, imagens de parlamentares viralizam e mancham a história – ASSISTA

     


    Brasília, 10 de dezembro 2025

    Nas últimas horas, o Congresso Nacional entrou para a história por conta de um dos capítulos mais tensos da legislatura atual. Sob o comando do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), o plenário aprovou o chamado PL da Dosimetria, texto que reduz as penas para crimes contra o Estado Democrático de Direito.

    A sessão, no entanto, foi marcada não apenas pela polêmica legislativa, mas por um cenário de “guerra”, com expulsão da imprensa, corte inédito do sinal da TV oficial e agressões físicas.

    Aprovado sob protestos, o Projeto de Lei altera o Código Penal para abrandar punições, beneficiando diretamente os condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023.

    A medida não é tecnicamente uma anistia, mas funciona como tal na prática. Caso aprovada, a ideia que fica é a de que “sai barato” reduzir penas de golpistas que conspiraram contra a Carta Magna e atentaram contra o Estado de Direito.

    Entre os principais beneficiados estaria o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cuja eventual condenação poderia ser significativamente atenuada, permitindo progressão de regime em menos tempo. O projeto substituiu a anistia ampla, mas foi encarado pela oposição como um ‘libera geral’ disfarçado.

    O clima esquentou quando o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ), protestando contra seu próprio processo de cassação e a votação do PL, ocupou a cadeira da presidência.

    Nesse momento, ocorreu um fato inédito na democracia recente: o sinal da TV Câmara foi cortado e os jornalistas presentes foram expulsos do plenário e das galerias.

    Profissionais de imprensa sofreram empurrões e agressões físicas enquanto tentavam registrar o ocorrido.

    A resposta da Mesa Diretora foi imediata e dura. A Polícia Legislativa foi acionada para retirar o parlamentar à força.

    Embora Hugo Motta tenha negado a autoria da ordem para retirar a imprensa, um policial legislativo desmentiu o presidente da Casa, confirmando que a diretriz partiu, sim, da presidência. A atitude foi classificada como um “ensaio de censura institucional” e um “atentado à transparência”.

    A tensão no plenário refletiu um rompimento político mais profundo. O Partido dos Trabalhadores (PT) e Hugo Motta travaram embates diretos. O líder petista, Lindbergh Farias (PT-RJ), acusou Motta de agir com “dois pesos e duas medidas”, lembrando que, em agosto, quando deputados bolsonaristas ocuparam a mesa por 40 horas, houve negociação e não força policial.

    Em resposta, Motta utilizou um argumento histórico para atacar a legitimidade das críticas petistas. O presidente da Câmara acusou o PT de “incoerência histórica” ao citar Ulysses Guimarães, lembrando que a legenda votou contra o texto final da Constituição de 1988 – embora tenha assinado a carta posteriormente.

    O deputado petista de MG, Rogério Correia, disse que pode entrar com uma ação contra as atitudes de Hugo Motta.

    Este tipo de disputa discursiva remete às estratégias de polarização observadas desde o impeachment de 2016. Um estudo acadêmico referenciado pelo Lavits aponta que o discurso político nas redes sociais migrou da razão (logos) para a emoção (pathos), criando narrativas de heróis e vilões que inflamam a base eleitoral, exatamente o cenário visto na madrugada de hoje.

    As consequências para a imagem do presidente da Câmara foram imediatas. Nas redes sociais, Motta enfrenta o que foi chamado de “Calvário Digital”. Um levantamento aponta quase 33 milhões de menções ao deputado, com uma taxa de rejeição de 76,9%. Ele conseguiu o feito raro de unir direita e esquerda nas críticas, sendo associado a privilégios e blindagem política.

    Internautas resgataram vídeos antigos e compararam a truculência contra Glauber Braga com a leniência dada a aliados do ex-presidente Bolsonaro em ocasiões anteriores, viralizando adjetivos como “incompetente” e “covarde”.

    Em sua defesa, Hugo Motta afirmou ser vítima de “fake news” e ataques coordenados por robôs e inteligência artificial, atribuindo parte dessa ofensiva ao PT, o que a liderança do partido nega veementemente.

    A aprovação do PL da Dosimetria segue agora para o Senado Federal, onde promete enfrentar nova batalha. Enquanto isso, entidades de imprensa como a Fenaj e a Abraji exigem explicações sobre a violência contra jornalistas, alertando para o perigoso precedente aberto na Câmara dos Deputados.

    O episódio expõe não apenas a fragilidade das relações institucionais em Brasília, mas também como o Parlamento pode se tornar palco de “baixaria política” e autoritarismo, colocando em xeque a própria democracia que afirma defender.

    Em um vídeo capturado nas redes sociais, Motta foi flagrado sorrindo enquanto cortava a palavra da deputada Fernanda Melchiona, em uma cena interpretada como deboche e falta de decoro.

    As imagens geraram intensa reação nas redes sociais, com milhares de internautas expressando indignação, nojo e repúdio à postura, vista como arrogante e desrespeitosa, especialmente por ter ocorrido durante a fala de uma mulher.

    A hashtag que associa o Congresso a “inimigo do povo” voltou com força, consolidando uma narrativa de condenação popular contra as atitudes do parlamentar durante toda a terça e início de quarta-feira (10/dez).

    Motta “cagou no calcanhar”, disse um perfil. Outro afirmou que a Paraíba não se esquecerá do episódio, enquanto mais um reafirmou a má fama dos comandantes do parlamento brasileiro:


    A esquerda e críticos institucionais dominaram o volume do engajamento, focando na quebra de liturgia e na falta de ética, transformando o caso em um símbolo de autoritarismo e do distanciamento da classe política em relação ao povo.

    O incidente reforçou que, na era digital, cada gesto no plenário é imediatamente julgado pelas redes, e a sentença, neste caso, foi massivamente negativa, com promessas de retaliação eleitoral futura.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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