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“Eu sou branca; VSF”: mulher condenada por homofobia em padaria de SP é presa em aeroporto ao voltar da Espanha (vídeo)

    Sou homofóbica mesmo, sou da família tradicional, eu tive educação, não sou igual a esses lixos aí”; Jaqueline Santos Ludovico responde como ré por estelionato em Santa Catarina, em um golpe estimado em R$ 200 mil, além de ter atropelado um homem enquanto dirigia embriagada, fugindo sem prestar socorro

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    Jaqueline Santos
    Jaqueline Santos Ludovico em retrato pessoal e durante o confronto na Padaria Iracema. Foto por Reprodução / Revista Veja

    RESUMO
     
     


    Brasília (DF) · 05 de fevereiro de 2026

    Jaqueline Santos Ludovico, a empresária notória por um episódio de virulência homofóbica em uma padaria paulistana, foi detida no Aeroporto Internacional de Guarulhos nesta quinta-feira (05/fev).

    A captura ocorreu momentos após seu desembarque de um voo proveniente da Espanha, onde ela se refugiara desde outubro de 2025, desafiando abertamente as restrições impostas pela Justiça de São Paulo.

    Essa prisão, decretada preventivamente em 21 de janeiro pela juíza responsável, marca o ápice de uma saga que entrelaça preconceito, negligência e artimanhas financeiras.

    O estopim dessa controvérsia remonta a 3 de fevereiro de 2024, na Padaria Iracema, situada no bairro Santa Cecília, no coração de São Paulo.

    Ali, Ludovico e sua companheira Laura Athanassakis Jordão confrontaram o casal Adrian Grasson Filho e Rafael Gonzaga de Oliveira Santana com uma torrente de invectivas.

    Registros em vídeo, amplamente divulgados, capturaram expressões como “esses viados do caralho”, “cuzeiro”, “sou homofóbica mesmo, sou da família tradicional, eu tive educação, não sou igual a esses lixos aí” e a emblemática “Eu sou branca; VSF”.

    A altercação escalou para agressões físicas, incluindo socos e arremessos de objetos, conforme relatado pelas vítimas.

    A sentença veio em abril de 2025, proferida pela juíza Ana Helena Rodrigues Mellim, da 31ª Vara Criminal de São Paulo.

    Enquadrando as ofensas como injúria racial – equiparada à homofobia pelo Supremo Tribunal Federal (STF) desde 2023 –, Ludovico foi condenada a dois anos e quatro meses de reclusão em regime aberto, acrescidos de multa.

    “Para a caracterização do delito, basta que a ofensa tenha sido proferida em razão da orientação sexual das vítimas”, fundamentou a magistrada, conforme detalhado em reportagem exclusiva da Migalhas.

    A condenação foi mantida em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

    Entretanto, o currículo delituoso de Ludovico transcende esse incidente. Em junho de 2024, ela foi presa em flagrante após atropelar um homem na Avenida Francisco Matarazzo, na zona oeste da capital, enquanto dirigia embriagada e fugindo sem prestar socorro.

    Concedida prisão domiciliar em virtude de filhos menores, ela violou as condições ao evadir-se para a Espanha. Ademais, responde como ré por estelionato em Santa Catarina, em um golpe estimado em R$ 200 mil, conforme apurado pelo g1.

    A ordem de prisão, emitida em 20 de janeiro, destacou a “fuga em definitivo do país”, com indícios de residência permanente na Europa.

    O advogado das vítimas do atropelamento solicitou inclusão no rol de procurados da Interpol, intensificando a pressão internacional.

    A certidão migratória da Polícia Federal confirmou a saída em 9 de outubro de 2025, sem retorno até janeiro de 2026.

    Essa detenção não apenas reforça o compromisso do Judiciário com a erradicação de discriminações, mas também ilustra os meandros da impunidade tentada por artifícios transfronteiriços.

    O caso simboliza a evolução jurisprudencial no combate à homofobia, equiparada ao racismo.

    Ludovico pode enfrentar audiências imediatas para aplicação da pena.

    Assista ao vídeo e leia reações na rede social X:

     

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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