O ministro da Fazenda respondia a questionamento sobre a alta do preço dos alimentos, que foi justificado pelo aumento da “demanda do mundo pelos produtos brasileiros”. Haddad explicou que os “elementos combinados” como [preço do] dólar, clima e demanda, afetaram o preço dos alimentos”, que tendem a “se acomodar daqui pra frente” – SAIBA MAIS
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A jornalista Beatriz Bulla, do programa É Notícia, da Rede TV, entrevistou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), nesta quinta-feira (30/jan), e o quadro foi ao ar no finalzinho da noite. A profissional de imprensa começou questionando o partidário do Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), argumentando que o estadista prometeu que o brasileiro voltaria a ter picanha e carne em seu prato.
Bulla disse que essas promessas refletem a expectativa de que todos possam ter acesso a uma alimentação mais rica e diversificada. Mas que a inflação dos alimentos tem sido um tema recorrente nas discussões econômicas e sociais brasileiras. E que, apesar da promessa de Lula, a realidade é que a carne se tornou um dos principais responsáveis pela alta da inflação dos alimentos no último ano.
Na sequência ela pergunta “o que o governo pode fazer no curto prazo pra ajudar a resolver essa situação?” O ministro de Estado responde que Bulla “tem toda a razão“, pois “é um problema que está preocupando muito o Presidente Lula. Porque em 2023 e até meados de 2024, nós vínhamos muito bem com a questão do preço de alimentos“. E que eles estavam “caindo bastante em função de vários fatores“.
Segundo Haddad, o “primeiro deles, a produção agrícola brasileira em 2023 foi muito boa. Depois nós tivemos uma queda do dólar no começo do governo bastante significativa. O dólar, que começou o ano de 2023 entre R$ 5,30 e R$ 5,40, caiu pra menos do que R$ 5 e chegou a R$ 4,70 em 2023. E depois nós começamos a ter alguns problemas importantes“.
Fernando Haddad diz que o primeiro problema importante “foi o comportamento do banco central americano“, que “tinha uma previsão de começar cortes significativos de juros a partir de março do ano passado e, por razões domésticas – superaquecimento da economia americana, o banco central americano não cortou os juros como estava previsto“.
O resultado dessa ação americana “fez com que o dólar se valorizasse no mundo muito fortemente e, particularmente, no segundo semestre do ano passado, o dólar passou por uma valorização em relação a muitas moedas, dentre as quais o real“. Haddad lembrou que “o peso mexicano desvalorizou muito” e que aqui no Brasil “tivemos alguns problemas domésticos“.
Haddad relaciona, como parte desses problemas internos, a seca na Região Centro Oeste e a tragédia do Rio Grande do Sul, “que afetou a produção agrícola. Mas para esse ano de 2025, o ministro espera que, “em função da safra que vai vir muito boa”, segundo “o que todas as projeções projeções sugerem“, e devido à força da produção agrícola, haverá uma “acomodação do dólar num patamar mais baixo do que o previsto pelo mercado” e, assim, “os preços dos alimentos tendem a se acomodar”, apesar de, “ainda, num patamar elevado até que a produção corrija essa distorção de preços e ele volte ao patamar mais adequado”.
“Além disso, um terceiro fator, a renda das famílias, teve um aumento muito significativo em função do aquecimento da economia brasileira“, disse o ministro de Estado, que explicou que “o Brasil vem de um longo período de crescimento baixo, mas, nos dois primeiros anos do governo do Presidente Lula, a economia brasileira cresceu quase 7%. Cresceu 3,2% em 2023, e as estimativas são de 3,5% a 3,6% em 2024.
Por fim, o ministro Haddad lembra que esse é um “crescimento que há muito tempo não se vê”. pois desde o final do segundo mandato do Presidente Lula não se vê um crescimento tão tão forte”. Assim, por esse motivo, “a demanda por produtos agrícolas aumentou no Brasil e em virtude da abertura de mercados internacionais pra produção brasileira”.
“A demanda do mundo pelos produtos brasileiros aumentou. Então a produção brasileira não caiu, mas a demanda por produtos brasileiros aumentou”, explicou. “Então, você teve todos esses elementos combinados dólar, clima e demanda que afetaram o preço dos alimentos. Tudo isso, no nosso entendimento, tende a se acomodar daqui pra frente”.
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