Ministra abandona planos para Câmara e assume missão estratégica contra onda oposicionista, revelando bastidores de uma jogada audaciosa que pode redefinir o equilíbrio político no Sul
A ministra Gleisi Hoffmann (PT) aceitou pedido de Lula para disputar o Senado pelo Paraná em 2026, abandonando planos para a Câmara. Enio Verri retirou pré-candidatura, priorizando Gleisi para frear conservadores como Moro e Ratinho Júnior. Com experiência como senadora (2011-2018), ela deixa cargo até abril. Estratégia petista busca fortalecer bancada governista no estado.
Brasília (DF) · 21 de janeiro de 2026
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), aceitou o apelo direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para concorrer ao Senado pelo Paraná nas eleições de 2026.
A decisão, confirmada por aliados próximos, representa uma guinada nos planos iniciais da petista, que cogitava uma reeleição mais segura à Câmara dos Deputados, onde foi a segunda mais votada no estado em 2022.
A estratégia visa conter o que o PT percebe como uma ascensão conservadora no Paraná, estado que pode ver candidaturas robustas de figuras como o senador Sergio Moro e o governador Ratinho Júnior.
Segundo fontes do partido, Lula enxerga em Gleisi uma candidata com calibre para frear esse ímpeto, aproveitando sua experiência prévia como senadora entre 2011 e 2018, além de sua trajetória como ministra em governos petistas.
A confirmação veio à tona após o diretor-geral da Itaipu Binacional, Enio Verri (PT), anunciar publicamente a retirada de sua pré-candidatura ao Senado.
Em declaração a um jornal do Paraná, Verri afirmou: “O presidente já me notificou sobre isso […] Dessa vez quem disputa a eleição é a Gleisi”.
Ele enfatizou que o PT dispõe de apenas uma vaga na disputa, priorizando Gleisi por sua bagagem política e relevância estratégica, especialmente ligada a Itaipu.
Aliados ouvidos pela O Globo revelaram que Gleisi já comunicou à equipe ministerial sua intenção de deixar o cargo até 4/abr, prazo para desincompatibilização, atendendo à “convocação para a missão” de Lula.
A mudança fortalece a bancada governista, com o objetivo de ampliar influência no Senado e barrar o crescimento da oposição.
Essa movimentação insere-se em um contexto mais amplo de rearranjos no governo Lula, com saídas esperadas de nomes como Fernando Haddad e Camilo Santana.
No Paraná, o cenário eleitoral promete ser ferrenho, com Gleisi posicionando-se como contraponto a perfis liberais e conservadores.
A trajetória de Gleisi Hoffmann, marcada por papéis chave no PT – incluindo a presidência nacional do partido –, confere autoridade à candidatura.
Sua atuação em negociações institucionais e defesa de pautas progressistas a torna uma figura pivotal para mobilizar bases eleitorais no estado, onde o PT busca recuperar terreno perdido.

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