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Fantástico, da Globo, omite presença de Ávila ao noticiar caso de violação do direito internacional – SAIBA MAIS
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Brasília, 09 de junho de 2025
Madleen, navio da Coalizão Flotilha da Liberdade, foi interceptado por forças israelenses em águas internacionais, configurando crime contra o direito marítimo.
Ativistas, incluindo Thiago Ávila e Greta Thunberg, foram sequestrados.
Na noite de domingo (8/jun), o navio Madleen, parte da Coalizão Flotilha da Liberdade, foi atacado por forças do Exército Israelense enquanto navegava em águas internacionais rumo à Faixa de Gaza.
A embarcação, carregada com suprimentos humanitários como alimentos, água e medicamentos, foi cercada por cinco botes militares, sobrevoada por drones e atingida por um líquido desconhecido, possivelmente tinta ou ácido, segundo relatos.
A tripulação, composta por 12 ativistas, incluindo o brasileiro Thiago Ávila e a sueca Greta Thunberg, foi rendida e sequestrada.
As comunicações foram bloqueadas, e sons perturbadores foram emitidos via rádio, numa clara tentativa de intimidação.
“Estamos sendo cercados por seus barcos. Isso é uma interceptação. Um crime de guerra está acontecendo agora!”, denunciou Thiago Ávila em vídeo.
Violação do Direito Internacional
O Madleen, sob bandeira britânica, é protegido pelo Artigo 87 das Convenções das Nações Unidas sobre os Direitos do Mar, que garante liberdade de navegação em alto-mar.
Além disso, a ação desrespeita o Manual de San Remo, que exige proporcionalidade e respeito ao direito humanitário.
Francesca Albanese, relatora especial da ONU para os Direitos Humanos na Palestina, reforçou que “o barco Madleen não representa uma ameaça à segurança de Israel. Israel não tem autoridade para parar o barco em águas internacionais.”
A interceptação ocorreu a 160 milhas náuticas da costa de Gaza, fora de qualquer jurisdição israelense.
Reações e Protestos
A Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal) condenou o ataque, afirmando que ele faz parte da “solução final de Israel na Palestina”.
Protestos foram marcados para esta segunda-feira (9/jun) em Brasília, às 17h, no Palácio do Planalto, e em São Paulo, às 18h, na FFLCH-USP (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo).
LEIA MAIS APÓS OS ANÚNCIOS
Greta Thunberg pediu que o governo sueco pressione por sua libertação, enquanto Thiago Ávila apelou ao Itamaraty para exigir o fim do cerco a Gaza.
O Ministério das Relações Exteriores de Israel classificou a missão como um “iate de celebridades”, negando a gravidade do sequestro.
Vídeos divulgados mostram os ativistas com coletes salva-vidas, alguns respingados com o líquido branco, sendo levados ao porto de Ashdod, em território ocupado.
Contexto do Bloqueio a Gaza
O bloqueio israelense à Faixa de Gaza, intensificado desde 9 de outubro de 2023, impede a entrada de alimentos, água e medicamentos, agravando a crise humanitária.
Mais de 54 mil palestinos foram mortos desde o início da ofensiva, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.
A Flotilha da Liberdade busca romper esse cerco ilegal, considerado crime de guerra por organizações internacionais.
Censura na Mídia
O portal g1 removeu matérias sobre o ataque, incluindo títulos como “Estamos sendo cercados” e “Não temos medo”, dificultando o acesso a informações.
O Fantástico, da Globo, omitiu a presença de Thiago Ávila ao noticiar o caso, levantando suspeitas de censura.













