Após a fraude na CPMI do INSS, governistas recorrem a Davi Alcolumbre para anular decisão simbólica tomada em sessão tumultuada, com imagens da TV Senado apontando contagem irregular de votos
Brasília (DF) · 26 de fevereiro de 2026
Nesta quinta-feira (26/fev), a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou, em votação simbólica, a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O requerimento integra um bloco de 87 pedidos apresentados pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), e foi aprovado em meio a protestos veementes da base aliada, que alega irregularidade grave no processo.
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na CPMI, classificou o episódio como “fraude deliberada” e “golpe escancarado”.
Em vídeo publicado em seu perfil no Facebook, o parlamentar afirmou que, dos 21 titulares presentes, 14 manifestaram-se contra os requerimentos e apenas sete a favor — placar que, pela contagem regimental, inviabilizaria a aprovação.
“Vossa Excelência está dando um golpe na votação”, declarou Pimenta diretamente ao presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
Imagens transmitidas ao vivo pela TV Senado foram apresentadas pela base governista como evidência da discrepância.
Parlamentares como a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) e o deputado Rogério Correia (PT-MG) corroboraram a versão, sustentando que o quórum analisado deveria considerar apenas os presentes, não o total de 31 membros.
A sessão foi interrompida por empurra-empurra e troca de acusações, com a transmissão temporariamente suspensa.
Carlos Viana rebateu as acusações, defendendo que a proclamação seguiu o regimento interno e que a contagem foi repetida.
A oposição, por sua vez, classificou a reação governista como “dormir no ponto” e defendeu o avanço das investigações sobre fraudes no INSS, que já resultaram em operações da Polícia Federal contra descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.
Imediatamente após o tumulto, lideranças da base — incluindo Paulo Pimenta, Randolfe Rodrigues e Jaques Wagner — reuniram-se com o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), na Residência Oficial, para protocolar pedido formal de anulação da deliberação.
Até o fechamento desta matéria, não há posicionamento oficial de Alcolumbre sobre o recurso.
A CPMI do INSS investiga esquema nacional de descontos associativos não autorizados que lesou milhões de beneficiários.
Embora mensagens interceptadas pela PF mencionem indiretamente “o filho do rapaz” em contexto de repasse de R$ 300 mil, a defesa de Lulinha nega qualquer vínculo com as fraudes.
Outros requerimentos aprovados incluem quebras de sigilo do Banco Master e convocações de banqueiros e ex-executivos.
Fontes próximas à Mesa Diretora do Senado indicam que o pedido de anulação deve ser analisado nos próximos dias.

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