Especialista em economia política revela padrões suspeitos em sondagem que eleva Flávio Bolsonaro sobre Lula, questionando a credibilidade de institutos e a seletividade midiática
Brasília (DF) · 11 de fevereiro de 2026
Em um cenário pré-eleitoral efervescente, onde as projeções para as eleições de 2026 começam a moldar alianças e estratégias, uma análise incisiva do economista Pedro Menezes acende o alerta para possíveis irregularidades em pesquisas de opinião.
Divulgada na terça-feira (10/fev), a pesquisa do instituto Apex/Futura indicou o senador Flávio Bolsonaro (PL) à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em um hipotético segundo turno, com 43% contra 41%.
Contudo, Menezes escrutinou a série histórica do instituto, apontando divergências sistemáticas que sempre pendem para o mesmo viés ideológico.
De acordo com postagem em sua conta no X, Menezes destacou que, nas eleições de 2022, a última pesquisa da Futura posicionou Jair Bolsonaro à frente de Lula, e quatro das cinco sondagens finais do primeiro turno repetiram o padrão.
“É muito difícil defender esses resultados. A série temporal divergiu radicalmente do resto do setor repetidamente, nos dois turnos, e sempre na mesma direção”, afirmou. Essa observação, segundo o especialista, sugere uma inconsistência técnica que compromete a confiabilidade dos dados.
A notícia ganhou repercussão no portal Brasil 247, que enfatizou as críticas de Menezes à cobertura midiática.
O economista lamentou a ausência de critérios editoriais transparentes na grande imprensa, argumentando que veículos de renome frequentemente ignoram ressalvas em manchetes quando os resultados atendem a interesses comerciais.
“Nesses casos, infelizmente, a imprensa brasileira só costuma adotar critérios editoriais quando servem como pretexto pra outros interesses comerciais.”
Ele comparou o Brasil a padrões internacionais, como os adotados nos Estados Unidos pós-influência de analistas como Nate Silver, onde agregadores de pesquisas com metodologias abertas garantem maior rigor e transparência.
Essa controvérsia não é isolada. Menezes, com trajetória consolidada em análises econômicas e políticas, já havia apontado distorções em outras coberturas, como a adulteração de rótulos em infográficos pelo Poder360 em janeiro deste ano, que beneficiou candidatos menos conhecidos.
Tal padrão reforça a necessidade de escrutínio independente sobre institutos como a Futura, cujos resultados repetidamente se afastam do consenso setorial.
O debate suscita reflexões profundas sobre a integridade das pesquisas eleitorais no Brasil, especialmente em um contexto de polarização política.
Enquanto o bolsonarismo busca se reposicionar para 2026, alegações como essas podem influenciar a percepção pública e demandar maior regulação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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