Organizadores disseram que “os navios entraram em contato” e “perguntaram sobre nossa situação e confirmaram que escoltarão e apoiarão a flotilha”
Brasília, 30 de setembro de 2025
Fragatas da Marinha da Turquia iniciaram a escolta da Flotilha Global Sumud, uma coalizão de mais de 50 embarcações civis com ativistas, parlamentares e suprimentos humanitários rumo à Faixa de Gaza, a cerca de três dias de navegação da costa palestina.
Organizadores da flotilha relataram que “os navios entraram em contato conosco, perguntaram sobre nossa situação e confirmaram que escoltarão e apoiarão a flotilha”, em um gesto que enche os participantes de orgulho e reforça a pressão internacional contra o bloqueio naval imposto por Israel.
Um vídeo viral nas redes sociais, filmado a bordo de um dos barcos, mostra duas fragatas turcas acompanhando a frota, com o narrador em turco destacando: “Este navio fragata que vocês estão vendo foi enviado pelo exército turco… As meninas estão cumprindo seu dever e ao mesmo tempo a fragata está mostrando presença”, enquanto menciona o contato matinal das embarcações militares oferecendo assistência imediata.
A missão, coordenada por entidades como a Freedom Flotilla Coalition e o Global Movement to Gaza, ganhou visibilidade global após ataques recentes com drones armados em águas internacionais próximas a Creta, que causaram danos mas não ferimentos, levando governos europeus a intervir.
A Itália despachou a fragata Virginio Fasan, substituída pela Alpino, para proteger cidadãos italianos a bordo, enquanto a Espanha enviou o navio patrulha Furor, ambos com foco em resgates humanitários sem confronto militar, conforme declarado pelo ministro da Defesa italiano Guido Crosetto.
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Relatos da Agenzia Nova confirmam que as fragatas turcas se juntaram à operação na segunda-feira (29/set), elevando a frota de apoio e monitorada também por drones de longa duração da Turquia baseados em Çorlu, a noroeste do país, destacando o crescente envolvimento de Ancara (capital) na crise humanitária em Gaza, onde o cerco impede a entrada de alimentos e remédios essenciais.
Com a flotilha agora a menos de 400 milhas náuticas de Gaza, o risco de interceptação por forças israelenses aumenta, ecoando o incidente de 2010 na Mavi Marmara, que resultou na morte de 10 ativistas turcos.
Ativistas como a sueca Greta Thunberg, a bordo de um dos navios, e a alemã Yasemin Acar, do comitê de direção, enfatizam que a iniciativa visa não só entregar ajuda, mas desafiar o que chamam de “bloqueio ilegal e genocídio em curso”.
Fontes como Reuters e Al Jazeera atualizam que, apesar de alertas de Israel para que a flotilha desvie para Chipre ou Ashkelon, os organizadores rejeitam propostas alternativas, priorizando o corredor humanitário direto.
A WAFA relata que a frota, vinda de portos em Barcelona, Gênova, Marrocos e Tunísia, representa a maior missão marítima civil da história, unindo delegações de 44 países em um ato de resistência não violenta.







