Senador do PL promete judicialização imediata por suposto uso de verbas públicas e sátiras pessoais a seu pai Jair, preso por tentativa de golpe de estado; Novo pede inelegibilidade do estadista
Brasília (DF) · 15 de fevereiro de 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pretendente da cadeira do Presidente da República Federativa do Brasil, Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), anunciou nesta segunda-feira (16/fev), que protocolará, “rapidamente”, ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o desfile da Acadêmicos de Niterói, realizado na noite de domingo (15/fev) na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro.
A agremiação levou à avenida o enredo “Do alto do Mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, exaltando a trajetória política do estadista por conta de seus projetos sociais voltados para a população, o que faz do Presidente uma das figuras políticas mais aclamadas do mundo.
Lula desceu do camarote e foi ovacionado na pista, de onde assistiu parte do desfile e viralizou a beijar a mão da Porta-Bandeira da agremiação niteroiense, Tainara Mathias.

A apresentação incluiu representações polêmicas: Jair Bolsonaro foi retratado na comissão de frente como palhaço com faixa presidencial e, ao final, como “palhaço Bozo” preso atrás das grades, com tornozeleira eletrônica danificada.
Uma ala denominada “neoconservadores em conserva” exibiu fantasias em latas de conserva simbolizando a família tradicional (homem, mulher e dois filhos), com variações que ironizavam agronegócio, evangélicos, defensores da ditadura militar e “peruas” de classe alta – elementos interpretados pela oposição como ataque direto à instituição família.
Em publicação no X, Flávio Bolsonaro foi taxativo: “Nossa ação contra os crimes do PT na Sapucaí, com dinheiro público, será protocolada rapidamente no TSE! Além dos ataques pessoais a Bolsonaro, eles atacaram o maior projeto de Deus na Terra: a FAMÍLIA! Vamos vencer o mal com o BEM!”, conforme o Metrópoles.
O senador acusou ainda o emprego de recursos públicos na produção: a escola recebeu R$ 1 milhão da Embratur e do Ministério da Cultura, R$ 4 milhões da Prefeitura de Niterói e R$ 2,15 milhões da Prefeitura do Rio, conforme Valor Econômico – valores semelhantes aos repassados a outras agremiações do Grupo Especial, mas que, para a oposição, configuram abuso de poder político e econômico.
O partido Novo, que já havia tentado barrar o desfile via TSE e Tribunal de Contas da União (TCU), reforçou a ofensiva. Em nota, o presidente nacional Eduardo Ribeiro anunciou que, assim que Lula registrar candidatura à reeleição (previsto entre julho e agosto de 2026), ingressará com Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pleiteando cassação do registro e declaração de inelegibilidade.
“O que denunciamos ao TSE está se confirmando ao vivo. A lei deve ser igual para todos”, declarou, conforme reportado pela VEJAe pelo O Antagonista.
O TSE já havia rejeitado, por unanimidade, na quinta-feira (12/fev), pedidos liminares de suspensão do enredo, com a ministra Cármen Lúcia alertando que “a festa popular não pode ser fresta para ilícitos eleitorais de ninguém”, mas deixando claro que eventuais irregularidades seriam apuradas posteriormente.

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O bolsonarismo, ao invés de mostrar propostas para o país, não, continua fazendo o bem sabe fazer, perseguir, espalhar ódio, o povo não aceita mais essas besteiras