Senador atacou Lula por alegado lobby em favor de facções e foi cobrado pelo presidente da Embratur: “Por que Flávio não lembrou de falar nos EUA da sua relação com diversas pessoas ligadas ao crime organizado? É um traidor da pátria vendido, que ofereceu nossas riquezas minerais e nossa soberania em troca de alguma interferência externa (o que é crime) pra tentar vencer a eleição“
Brasília (DF) · 30 de março de 2026
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou no sábado (28/mar) na Conservative Political Action Conference (CPAC), realizada em Grapevine, no Texas, nos Estados Unidos. Diante de plateia conservadora alinhada ao trumpismo, ele acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de fazer lobby para impedir que facções como Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) fossem classificadas como organizações terroristas pelo governo americano.
“O presidente do meu país faz lobby na América para proteger organizações terroristas que oprimem meu povo e exportam armas, lavam dinheiro e exportam drogas para os Estados Unidos e o mundo”, disse o senador. Ele também apresentou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, como quem “lutou contra a tirania da COVID” e se definiu como “Bolsonaro 2.0”.
Flávio Bolsonaro ainda defendeu maior aproximação estratégica com os Estados Unidos, destacando as reservas brasileiras de minerais críticos e terras raras. “O Brasil é a solução da América para quebrar a dependência da China em minerais críticos, especialmente elementos de terras raras”, afirmou. Ele acrescentou que o país pode se tornar “o campo de batalha onde o futuro do hemisfério será decidido”.
No domingo (29/mar), o presidente da Embratur e ex-deputado Marcelo Freixo (PT-RJ) respondeu diretamente em publicação no Instagram. Freixo cobrou o senador por não mencionar as milícias do Rio de Janeiro ao falar de segurança pública e lembrou relações antigas de Flávio Bolsonaro com policiais depois investigados ou condenados por envolvimento em grupos paramilitares.
“Vocês viram o que que Flávio Bolsonaro falou lá nos Estados Unidos? Muito atenção. Quero destacar três pontos. O primeiro sobre segurança pública: ele fala que o governo Lula não combate as facções criminosas. Flávio Bolsonaro, você esqueceu de falar das milícias! Você esqueceu de falar das relações desse governo do Rio de Janeiro que você apoiou e que você tem relações com o Comando Vermelho“, disse Freixo.
“Sobre milícias — que você nem citou e é uma das principais organizações criminosas aqui do Rio — você homenageou, Flávio Bolsonaro, vários milicianos. Você condecorou, você era próximo a vários milicianos do Rio. Você esqueceu disso lá nos Estados Unidos. Eu vou citar alguns“, prosseguiu o petista:
“Não era só que você gostava ou tinha relações, você homenageou, você entregou comendas. Ou seja, suas relações com esses milicianos é oficial, é pública. Você não falou sobre isso“, disse Freixo.
O presidente da Embratur também critica a postura de Flávio Bolsonaro, que se refere à pandemia de COVID-19 enfrentada por seu pai, o presidiário Jair Bolsonaro, como “tirania“, e responsabiliza sua família pela morte de milhares de brasileiros ao não apoiar medidas como vacinação e o SUS.
Freixo menciona que Flávio deseja entregar os recursos minerais do Brasil aos Estados Unidos, sugerindo uma busca por uma nova colônia sob sua influência. E diz que conviveu com Flávio por 12 anos, alertando para a necessidade de estar atento ao seu verdadeiro caráter.
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