“O Brasil é a solução da América para quebrar a dependência da China em minerais críticos, especialmente terras raras. Sem esses componentes, a inovação tecnológica americana se torna impossível e a produção do sistema militar avançado que mantém a superioridade americana cai nas mãos de adversários“
RSBN/YouTube 28.3.2026
Texas (US) · 29 de março de 2026
No maior evento conservador dos Estados Unidos, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) discursou neste sábado (28/mar) na CPAC 2026, realizada em Dallas, no Texas, e afirmou que concorrerá à Presidência da República nas eleições de outubro de 2026 para suceder o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro apresentou-se como “o próximo presidente do Brasil” e comparou a condenação do pai a 27 anos de prisão por tentativa de golpe com os processos enfrentados por Donald Trump.
Ele lembrou que Jair Bolsonaro, de 71 anos, passou o aniversário recente hospitalizado e agora cumpre prisão domiciliar humanitária por motivos de saúde, após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
“O maior líder político do meu país está preso por defender nossos valores conservadores sem medo e por se opor ao sistema com tudo o que tinha”, disse o senador.
Ele destacou que o ex-presidente lutou contra “tirania da covid”, cartéis de drogas e agendas que considera radicais, e manteve-se como aliado de Trump, sendo o último líder mundial a reconhecer Joe Biden como presidente americano.
O discurso ocorreu enquanto Jair Bolsonaro deixou o hospital na sexta-feira (27/mar) para cumprir parte da pena em prisão domiciliar por 90 dias, medida concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, devido a problemas de saúde como pneumonia.
Flávio Bolsonaro criticou o retorno ao poder do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e afirmou que o estadista apenas cumpre mandato após ter sido condenado por corrupção em processos anteriores.
Ele mencionou suposta interferência externa na eleição de 2022 e alinhamento do atual governo com a China, além de críticas a ações americanas em temas como Venezuela, Irã e combate ao tráfico de drogas.
O senador citou episódio recente em que o governo brasileiro cancelou o visto do conselheiro americano Darren Beattie, assessor de política brasileira do Departamento de Estado dos Estados Unidos, após ele pedir para visitar Jair Bolsonaro na prisão.
O veto foi confirmado por Lula como medida recíproca em meio a tensões diplomáticas.
Sobre segurança pública, Flávio Bolsonaro acusou o governo atual de proteger cartéis de drogas e citou reportagem do The New York Times de 27 de março que trata de discussões nos Estados Unidos sobre classificar as duas maiores facções criminosas brasileiras como organizações terroristas, após lobby de filhos de Bolsonaro.
Ele defendeu que o Brasil, com seu território, população de 220 milhões, reservas de água doce e terras agrícolas, representa oportunidade estratégica para os Estados Unidos reduzirem dependência da China em minerais críticos como terras raras, essenciais para tecnologia e defesa.
“Quando eu vencer, teremos novamente um presidente que luta contra interesses globais, contra a agenda ambiental radical, contra a agenda woke que destrói famílias, contra os cartéis de drogas e, acima de tudo, luta pela liberdade e pelos valores tradicionais”, afirmou.
Flávio Bolsonaro aparece tecnicamente empatado com Lula em simulações de segundo turno em pesquisas recentes, como as da AtlasIntel/Bloomberg, e é visto como favorito em alguns mercados de previsão para o segundo turno.
Ele disse construir uma ampla coalizão com empresários, jovens e famílias preocupadas com segurança.
O senador pediu que o “mundo livre” monitore as eleições brasileiras de 2026 com atenção, garantindo liberdade de expressão nas redes e contagem correta dos votos, sem interferência externa como a que ele atribui ao governo anterior americano.
“Não queremos interferência nas eleições brasileiras como a administração Biden fez”, declarou, mas defendeu pressão diplomática para que instituições funcionem adequadamente.
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