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Clã Bolsonaro “enlouqueceu”, diz FT; Eduardo nos EUA implodiu imagem do pai e família se “autodestrói”

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    Capa da
    Capa da revista inglesa Financial Times mostra Bolsonaro com as mãos no rosto / Imagem reprodução/Financial Times


    Mundo vê o óbvio enquanto seguidores ainda não; leia análise de um dos mais respeitados jornais de economia sobre o “processo de desintegração” do bolsonarismo



    Brasília, 02 de dezembro 2025

    Uma análise publicada pelo inglês Financial Times, um dos mais respeitados jornais de economia do mundo, decretou que o movimento bolsonarista encontra-se “em apuros” e em processo de desintegração.

    A reportagem atribui o enfraquecimento político da direita brasileira diretamente aos “erros cometidos por eles mesmos”, referindo-se ao ex-presidente Jair Bolsonaro e seus filhos, com destaque para um revés diplomático desastroso protagonizado pelo deputado Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos.

    O “Fracasso Espetacular” em Washington

    Segundo o periódico britânico, a estratégia de buscar socorro internacional para evitar a prisão do patriarca “fracassou espetacularmente”. Eduardo Bolsonaro viajou a Washington para fazer lobby junto ao governo de Donald Trump, tentando pressionar o Judiciário brasileiro.

    O resultado, contudo, foi o oposto do esperado: a manobra “saiu espetacularmente pela culatra”. Em vez de apoio, a ação resultou na imposição de tarifas comerciais de 50% sobre produtos brasileiros, o que irritou profundamente a classe empresarial nacional e desgastou a imagem da família junto ao PIB do país, sem obter qualquer recuo do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Uma fonte importante do mercado financeiro brasileiro, ouvida pelo jornal sob anonimato, classificou a atitude de Eduardo de buscar intervenção externa como “absolutamente repreensível”, sentenciando: “A família enlouqueceu […] Os erros da família Bolsonaro levaram a uma destruição significativa do valor da marca política”.

    Exílio, Prisão e “Alucinações”

    Enquanto o plano internacional ruía, a situação doméstica se agravava. Jair Bolsonaro, preso desde 22 de novembro sob acusação de “conspiração para um golpe”, é descrito pela publicação como uma figura “solitária e abatida”.

    Um detalhe tragicômico foi citado na análise: a justificativa dada pelo ex-presidente para ter danificado sua tornozeleira eletrônica seria decorrente de “alucinações causadas por remédios para crises de soluço”.

    Murillo de Aragão, da Arko Advice, disse que esse tipo de episódio faz o eleitor de Bolsonaro questionar a sanidade da liderança: “que porcaria é essa? O cara enlouqueceu”.

    Eduardo Bolsonaro permanece nos Estados Unidos em um “exílio autoimposto”. O deputado teme retornar ao Brasil e enfrentar acusações de obstrução de Justiça, vê o FT.

    Segundo o jornal, outro filho, o senador Flávio Bolsonaro, também contribuiu para o desgaste: ao liderar uma vigília em apoio ao pai, acabou irritando aliados próximos do governador de São Paulo, aprofundando o isolamento do clã.

    Tarcísio: A Esperança da Faria Lima

    Diante do derretimento da imagem do clã Bolsonaro, a direita brasileira e a elite econômica buscam reorganização, diz o Financial Times.

    O periódico mostra que, para o bolsonarismo, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) é visto como a “melhor esperança” para 2026, destacando que ele “fala a língua da Faria Lima” — referência à avenida que simboliza o centro financeiro nacional.

    No entanto, o caminho não é simples. Tarcísio só deve se candidatar se tiver o apoio explícito de Bolsonaro, que ainda precisa decidir entre priorizar o movimento ou os próprios filhos, avalia o FT.

    Além disso, o jornal alerta que o Presidente da República Federativa do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria o vencedor se a eleição fosse hoje.

    Lula é favorecido pelo bom desempenho da economia brasileira, avalia certeiramente o FT, com crescimento de empregos e salários, além de o país estar pouco exposto às tarifas americanas.

    A recomendação estratégica do jornal para a direita é focar nos “pontos fracos de Lula”: o combate ao crime e a segurança pública.

    Mas o bolsonarismo pode não sobreviver a toda essa “autodestruição” diagnosticada pela imprensa internacional.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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