A participação do Irã na Copa do Mundo da FIFA, co-organizada pelos Estados Unidos, Canadá e México era incerta devido à guerra de Trump e Israel contra alvos no país persa. Jogadores da seleção iraniana de futebol – Team Melli (apelido da seleção nacional de futebol do Irã, que significa “Seleção Nacional” ou “Time da Nação” em persa, símbolo de unidade nacional para os iranianos) posam para uma foto antes de um amistoso entre Rússia e Irã na Arena Volgogrado, Rússia |10.10.2025| Foto: Visual China Group
Paris (FR) · 12 de abril de 2026.
A FIFA (Fédération Internationale de Football Association – Federação Internacional de Futebol Associado) encerrou as especulações e confirmou que todas as partidas do Irã na Copa do Mundo de 2026 serão disputadas nos Estados Unidos, conforme o planejamento original.
A proposta de realocação dos jogos para o México foi rejeitada de forma definitiva. A decisão foi comunicada pela presidente Claudia Sheinbaum durante coletiva no Palácio Nacional.
Ela argumentou que qualquer alteração logística a esta altura, com apenas dois meses para o pontapé inicial, seria inviável.
Claudia Sheinbaum – Presidente do México
O tema ganhou força depois que o embaixador iraniano no México, Abolfazl Pasandideh, questionou a cooperação do governo norte-americano na emissão de vistos e no apoio operacional à delegação.
A Federação de Futebol do Irã mantinha contatos com a FIFA desde meados de março buscando alternativas em razão de preocupações com segurança e organização.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump havia declarado inicialmente que o Team Melli seria bem-vindo ao torneio conjunto com Canadá e México, embora tenha manifestado depois reservas sobre a segurança dos atletas.
A FIFA optou por preservar a integridade do calendário, garantindo que o Irã enfrente Bélgica, Egito e Nova Zelândia pelo Grupo G nos estádios já definidos:
Los Angeles para os duelos contra Nova Zelândia e Bélgica, e Seattle para o confronto com Egito.
A base da delegação iraniana será no estado do Arizona.
Essa resolução, inserida no contexto de política internacional, reforça a democracia e a igualdade no futebol global, ao priorizar a participação plena de todas as seleções qualificadas e o respeito aos direitos humanos no âmbito esportivo, mesmo diante de tensões geopolíticas.
A medida também valoriza a cooperação internacional e a liberdade de competir em condições justas.
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