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Após 66 anos, Lula inaugura Ferrovia Transnordestina; obras interrompidas foram retomadas pelo Presidente em 2006

    Projeto ambicioso visa conectar o interior do Nordeste aos portos da região; primeira viagem de teste foi realizada em 19/dez

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    Início efetivo da operação comissionada será programado em conjunto com o Governo Federal, e os governos dos Estados do Ceará e do Piauí | Foto: Ricardo Stuckert / PR

    Brasília, 24 de dezembro 2025

    A Ferrovia Transnordestina, projeto ambicioso que visa conectar o interior do Nordeste aos portos da região, realizou sua primeira viagem de teste em dezembro de 2025, marcando um avanço significativo após 66 anos desde o início das obras.

    O trem, composto por 20 vagões carregados com mil toneladas de milho, partiu de Bela Vista, no Piauí, e chegou a Iguatu, no Ceará, percorrendo 585 quilômetros em cerca de 12 horas.

    Esse teste operacional, ocorrido em 19 de dezembro, avaliou a segurança, o funcionamento da locomotiva e os processos de carga e descarga, com o produto destinado à produção de ração animal em granjas locais.

    Depois de 66 anos de espera, a Ferrovia Transnordestina é inaugurada por Lula. Foram 585 quilômetros em 12 horas do trajeto total planejado de 1.200 quilômetros, dos quais cerca de 700 já estão concluídos, partindo de Eliseu Martins, no Piauí, até o terminal do Pecém, no Ceará.

    O teste veio após a emissão da Licença de Operação pelo Ibama em 11 de dezembro de 2025, que permitiu o início das avaliações.

    Anteriormente, uma viagem inaugural estava agendada para outubro, mas foi adiada pela ausência dessa autorização ambiental.

    O Ministério dos Transportes, por meio de comunicado oficial, confirmou que os testes focam no transporte de grãos entre os estados, reafirmando o compromisso federal com o projeto.

    A concessão da licença pelo Ibama habilitou especificamente o trecho entre Piauí e Ceará, destacando a importância para a logística regional.

    O custo total da obra é estimado em 15 bilhões de reais, com investimentos públicos e privados.

    As obras começaram em 1959, foram abandonadas e retomadas em 2006 durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Em visitas recentes, como em julho de 2025 a Missão Velha, no Ceará, Lula anunciou aporte adicional de 1 bilhão de reais, criticando o abandono histórico do Nordeste e prometendo tratar a região com respeito.

    Em 2 de dezembro de 2025, Lula expressou frustração pela demora: “Sinto uma tristeza muito grande por ainda não ter conseguido entregar a ferrovia”, embora reafirmasse o compromisso de concluí-la.

    Essa declaração revelou a pressão política sobre o projeto, que enfrentou atrasos em governos subsequentes.

    Em outubro de 2025, o governo federal lançou licitação para retomar obras no trecho pernambucano, excluído anteriormente, sinalizando expansão. A Sudene liberou recentemente 815 milhões de reais adicionais, elevando o investimento total para além de 15 bilhões.

    A data de início das operações comerciais ainda depende de definições entre o governo federal e os estados do Piauí e Ceará.

    O projeto completo, que promete reduzir custos logísticos e impulsionar o escoamento de commodities, enfrenta desafios ambientais e financeiros persistentes.

    Esse equilíbrio entre progresso e pendências define o atual estágio da Ferrovia Transnordestina, um empreendimento que pode redefinir a infraestrutura do Brasil.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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