Crise interna na Corte Suprema vem após relatório policial questionar relatoria e acende alerta sobre integridade judicial
Brasília (DF) · 12 de fevereiro de 2026
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, marcou para esta quinta-feira (12/fev) uma reunião extraordinária com os demais ministros da Corte.
O objetivo é discutir o relatório encaminhado pela Polícia Federal (PF) que traz menções ao ministro Dias Toffoli no âmbito das investigações sobre o Banco Master.
O encontro, agendado para as 16h na sala da presidência, visa fornecer transparência aos colegas sobre o conteúdo do documento e a manifestação já apresentada por Toffoli em sua defesa.
O relatório da PF, entregue ao STF na segunda-feira (09/fev), detalha análises de mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, apreendido durante a Operação Compliance Zero.
Essa operação investiga fraudes financeiras bilionárias que levaram à liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central em novembro de 2025.
As menções a Toffoli, mantidas em sigilo de Justiça, geraram um pedido formal de suspeição do ministro na relatoria do inquérito, conforme revelado pela Agência Brasil.
Fachin, ao ser notificado, instaurou um procedimento interno e intimou Toffoli a se pronunciar.
O ministro, por sua vez, divulgou notas públicas negando irregularidades.
Em manifestação anterior, na quarta-feira (11/fev), ele qualificou as referências como “ilações”, afirmando que não há base para questionar sua imparcialidade.
Já nesta quinta-feira (12/fev), Toffoli admitiu ser sócio da empresa Maridt, que vendeu participação no resort Tayayá, localizado em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, a um fundo de investimento ligado ao Banco Master.
Ele enfatizou: “Não sou amigo de Daniel Vorcaro e não recebi qualquer pagamento dele”, conforme nota reproduzida pelo g1.
A convocação abrange todos os ministros, com possibilidade de participação presencial ou por videoconferência, como destacado pela CNN Brasil.
Espera-se a presença de nove dos 11 magistrados, ausentes Luiz Fux e André Mendonça, que estão fora de Brasília.
Segundo a Folha de S.Paulo, há um agravamento da crise nos bastidores do STF, com pressões crescentes para que Toffoli se declare suspeito, configurando um episódio sem precedentes que coloca Fachin em uma posição delicada de mediação.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, já foi notificado sobre o relatório, e sua manifestação é aguardada para subsidiar a decisão de Fachin sobre a continuidade de Toffoli como relator.
O caso ganha contornos ainda mais graves diante das críticas surgidas no mês passado, após reportagens revelarem irregularidades em fundos de investimento conectados ao Banco Master.
Essa movimentação reflete a determinação do STF em preservar a integridade de suas apurações, especialmente em um inquérito que expõe vulnerabilidades no sistema financeiro nacional.
Analistas jurídicos observam que o desfecho pode influenciar não apenas o rumo das investigações, mas também a credibilidade da mais alta instância judiciária do país.

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Mais um bolsonarista descendo pelo esgoto da historia.