Réus foram condenados por disseminar notícias falsas para criar instabilidade institucional
Brasília (DF) · 10 de abril de 2026
O Exército Brasileiro cumpriu, nesta sexta-feira (10/abr), mandados de prisão contra três militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no núcleo 4 da trama golpista.
A ação atende determinação do ministro Alexandre de Moraes e marca o início do cumprimento definitivo das penas impostas em 21 de outubro de 2025, segundo o g1.
Foram detidos o major da reserva Ângelo Denicoli, preso em Vila Velha (ES) e encaminhado ao 38º Batalhão de Infantaria Motorizado; o subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues e o tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida, ambos conduzidos a unidades do Exército em Brasília.
Os três integrarão o grupo que cumpre pena em estabelecimentos militares, conforme prevê a legislação para integrantes das Forças Armadas. Dois condenados permanecem foragidos.
O coronel da reserva Reginaldo Vieira de Abreu estaria nos Estados Unidos, enquanto Carlos César Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, estaria no Reino Unido.
O agente da Polícia Federal Marcelo Bormevet já se encontra preso desde 2024 e iniciou o cumprimento definitivo da pena automaticamente.
Os sete réus do núcleo foram responsabilizados por disseminar desinformação sistemática sobre as urnas eletrônicas, com o objetivo de criar instabilidade institucional.
A Abin foi utilizada de forma paralela para monitorar adversários e produzir ataques contra autoridades contrárias à ruptura democrática.
O grupo integra o chamado núcleo de desinformação da trama golpista, acusado de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, organização criminosa e outros delitos.
As penas variam de 7 anos e 6 meses (regime semiaberto) a 17 anos (regime fechado), acrescidas de multas e inelegibilidade.
A execução dos mandados, coordenada pelo próprio Exército Brasileiro, reforça o funcionamento regular das instituições e o respeito à decisão judicial transitada em julgado.

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