Relatos iniciais de falecimento do líder populista durante bombardeios em Teerã são desmentidos por seu escritório, em meio a condenações internacionais e retaliações do país persa
Teerã (IR) · 01 de março de 2026
Relatos iniciais sobre a suposta morte do ex-presidente Mahmoud Ahmadinejad durante os ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel contra o Irã geraram comoção global, em um contexto de escalada sem precedentes no Oriente Médio.
Os bombardeios, ocorridos no sábado (28/fev), visaram alvos estratégicos em Teerã e outras regiões, resultando na confirmação da morte do Líder Supremo Ayatollah Ali Khamenei e de altos comandantes militares iranianos, conforme divulgado por fontes oficiais do país.
De acordo com atualização exclusiva da agência chinesa Global Times, citando a Xinhua, o ex-presidente Ahmadinejad teria sido vítima dos ataques neste domingo (1/mar), integrando uma lista de mais de 40 figuras seniores eliminadas, segundo alegações de oficiais israelenses reportadas pela Fox News.
Esse detalhe, único a essa fonte, sugere que os strikes ocorreram durante uma reunião em um complexo em Teerã, ampliando o impacto geopolítico da operação.
Contudo, a narrativa foi rapidamente contestada. O portal russo Sputnik destacou que a agência iraniana ILNA inicialmente noticiou a morte, mas o site Khabar-e Online trouxe a negação da família de Ahmadinejad.
Em comunicado oficial, o escritório do ex-líder populista rebateu: “Em conexão com a publicação de notícias sobre a morte do Dr. Mahmoud Ahmadinejad como resultado de um ataque com mísseis por Israel e pelos Estados Unidos, informamos que esta informação é falsa”.
A fonte menciona-se que Ahmadinejad expressou condolências pela perda de Khamenei, publicando um texto correspondente, o que reforça sua sobrevivência e engajamento ativo na crise. Corroborando essa posição, a agência russa TASS reportou que o escritório de Ahmadinejad desmentiu os boatos via IRNA, classificando-os como infundados.
Essa negação, embora datada de junho de 2025 em contextos prévios de tensão, alinha-se aos eventos atuais, destacando a persistência de desinformação em cenários de conflito.
Os ataques, descritos pelo presidente americano Donald Trump como eliminação de 48 líderes iranianos, provocaram retaliações imediatas. O Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (IRGC) lançou a operação “True Promise 4 [Promessa Verdadeira4]”, considerada a mais brutal da história do país, alvejando bases americanas e territórios israelenses.
O premiê israelense Benjamin Netanyahu prometeu intensificar as ações, enquanto o Irã qualificou os strikes como declaração de guerra, com parlamentares afirmando prontidão total para confronto.
Essa turbulência reflete tensões acumuladas, com o Irã condenando o apoio ocidental a distúrbios internos e ameaças nucleares.
Aliados como China e Rússia criticaram veementemente os ataques, com Pequim enfatizando o controle americano sobre recursos regionais.Nota de atualização:
Relatos recentes da Global Times confirmam foco na morte de Khamenei, sem menções adicionais a Ahmadinejad.

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