Países latino-americanos repudiam ação militar unilateral de Washington e defendem soberania em meio a crise geopolítica – Leia íntegra das notas emitidas pelo governo Lula

Brasília (DF) · 04 de janeiro de 2026
Ao lado de Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai, o Brasil emitiu uma nota conjunta neste domingo (4/jan) condenando veementemente o ataque militar conduzido pelos Estados Unidos contra a Venezuela.
O documento classifica a operação como uma violação flagrante do direito internacional, incluindo princípios da Carta das Nações Unidas como a proibição do uso da força e o respeito à soberania territorial.
A ação, ocorrida na madrugada de 3 de janeiro, envolveu explosões em bairros de Caracas e resultou no sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores, que foram levados para Nova York pelas forças especiais norte-americanas.
Os EUA, sob o comando do presidente Donald Trump, acusam Maduro de liderar um suposto cartel de drogas chamado De Los Soles, oferecendo uma recompensa de US$ 50 milhões por sua prisão, embora sem apresentação de provas concretas até o momento.
A nota dos seis países destaca o risco à população civil e classifica o incidente como um precedente perigoso para a paz regional, comparável à invasão do Panamá em 1989 para capturar Manuel Noriega por narcotráfico.
Os signatários apelam por uma resolução pacífica da crise venezuelana, enfatizando o diálogo e a negociação sem interferências externas, e rejeitam qualquer tentativa de controle sobre os recursos naturais do país – que detém as maiores reservas petrolíferas do mundo.
Eles também convocam a intervenção do secretário-geral da ONU, António Guterres, e de mecanismos multilaterais para mitigar as tensões.
Em reação às preocupações com a estabilidade na América Latina por parte do Brasil, o ex-conselheiro de Trump, Jason Miller, utilizou as redes sociais para insultar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Uma nota à imprensa, assinada pelo estadista no sábado (3/jan), às 10h21, dizia:
Em uma postagem, Miller escreveu: “Vai se f***, Lula. Agora todos nós sabemos qual é a sua posição!”, compartilhando uma matéria sobre a declaração de Lula, que descreveu a operação como uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e um precedente extremamente perigoso.
Essa resposta veio horas após a nota oficial, ilustrando as fricções entre a diplomacia brasileira e aliados de Trump.
Leia a nota conjunta do Brasil, publicada neste domingo (4/jan):
O Brasil planeja pedir a palavra no Conselho de Segurança da ONU para discutir o ataque, conforme reportado pelo O Globo.
Em uma reunião da Celac, o chanceler venezuelano qualificou a operação de criminosa e alertou para ameaças contínuas ao país, pedindo o restabelecimento da legalidade internacional. Políticos da esquerda brasileira, incluindo membros do PT, condenaram os ataques e defenderam soluções pacíficas via organismos internacionais.
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, denunciou a agressão militar em pronunciamento, enquanto uma nota do Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania do Brasil alerta para impactos humanitários na fronteira.
As relações entre Brasil e Venezuela sob Lula remontam a laços fortalecidos desde 2003, quando o petista assumiu a presidência e priorizou a integração regional. Naquela época, a Venezuela vivia um boom econômico sob Hugo Chávez, e Lula fomentou parcerias comerciais e diplomáticas, incluindo iniciativas como o Mercosul.
Em 2023, um relatório da Global Americans analisou como o Partido dos Trabalhadores (PT), cofundado por Lula, manteve apoio a Maduro em meio a crises políticas.
Historicamente, os EUA sob Trump (em seu primeiro mandato) rotularam a Venezuela como parte da troika da tirania, com o ex-conselheiro John Bolton – não diretamente envolvido no incidente atual – criticando abertamente o regime de Maduro em 2019, associando-o a Cuba e Nicarágua como ameaças regionais.
Mais recentemente, em 2024, Lula rejeitou romper com o governo venezuelano mesmo em momentos tensos, priorizando o diálogo.
Em 2025, analistas advertiram sobre o risco de instabilidade geopolítica com o retorno de Trump, prevendo ações que desestabilizariam a América Latina.
Esses episódios históricos explicam a postura cautelosa do Brasil, equilibrando condenações a intervenções unilaterais com a manutenção de canais diplomáticos, evitando escaladas que afetem a economia regional e a migração fronteiriça.
A crise atual expõe divisões profundas na geopolítica latino-americana, com implicações para o comércio de petróleo, a segurança regional e as alianças internacionais.
Os EUA defendem a ação como necessária sob a narrativa do narcotráfico – sem provas divulgadas –, mas críticos veem motivações em controlar recursos como o petróleo e minerais críticos e contrabalançar influências de China e Rússia na Venezuela.
O desenrolar no Conselho de Segurança da ONU será crucial para definir os próximos passos.

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Alguns presidentes de direita covardes como sempre, lambe botas do porcão de granja, se esconde, o aconteceu com a Venezuela pode vir acontecer com qualquer um outro PAÍS do continente, a ONU precisa se manifestar, diretor geral da ONU Antônio Guterres, não tem voz, não vai fazer nada.
SOS AMÉRICA DO SUL
Jason Miller. Foda-se você canalha!