Eduardo Guimarães acusa o ‘terrivelmente evangélico” de comandar grupo paralelo na PF para perseguir família do Presidente, enquanto divide corporação sobre possível prisão de seu filho – entenda os detalhes da polêmica
Brasília (DF) · 10 de março de 2026
O jornalista Eduardo Guimarães, do Blog da Cidadania, criticou duramente em seu canal recente as investigações envolvendo o filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva (conhecido como Lulinha), e o ministro do STF André Mendonça.
Segundo Guimarães, há uma “polícia federal do B” (referindo-se a Bolsonaro) atuando de forma política.
Em sua análise, o comunicador afirmou que o pedido de quebra de sigilo de Fábio Luís foi desproporcional e que não há elementos para medidas extremas como prisão. Ele destacou: “não havia motivos nem sequer para quebra de sigilo, Fábio não era investigado” e classificou a conduta como reveladora de ausência de participação direta ou indireta nos fatos apurados.
Guimarães também criticou vazamentos e a condução das apurações, atribuindo ao ministro André Mendonça o comando de um grupo seleto de policiais que se reportaria diretamente a ele, ignorando a cúpula da Polícia Federal.
Ele mencionou: “há duas polícias federais, a Polícia Federal Republicana […] e há uma polícia federal do B que é um grupo de deputados de policiais federais bolsonaristas que foram reunidos pelo ministro André Mendonça”.
O jornalista comparou o tratamento dado a Fábio Luís com casos de figuras ligadas ao bolsonarismo, como Jair Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, questionando a demora em prisões apesar de evidências em outros inquéritos.
Ele apontou ligações entre Flávio Bolsonaro e figuras do esquema do INSS, afirmando que não houve quebras de sigilo equivalentes.
Sobre a Folha de S.Paulo, Guimarães acusou a mídia de apoiar narrativas contra o governo atual, citando a coluna de Mônica Bergamo que informou divisão na Polícia Federal quanto a um possível pedido de prisão de Fábio Luís.
Ele disse: “essa mídia então eu já te expliquei o que é […] a mídia se bolsonarizou” e vinculou a conduta de Mendonça a interesses políticos contra Lula em ano eleitoral.
A defesa de Fábio Luís reagiu com perplexidade e indignação à discussão sobre prisão, reforçando que não há ligação com fraudes no INSS.
A quebra de sigilos (bancário, fiscal e telemático) foi autorizada por André Mendonça a pedido da PF em janeiro de 2026, antes da decisão da CPMI do INSS em fevereiro, conforme reportado por veículos como g1, CNN Brasil e Folha de S.Paulo, coluna de Mônica Bergamo, que revelou a divisão interna: delegados próximos ao gabinete de Mendonça defenderiam a prisão preventiva, enquanto outros exigem elementos concretos como obstrução ou risco de fuga).
Críticas a vazamentos seletivos e à condução do caso Banco Master (com Daniel Vorcaro preso) apareceram em reportagens da Folha, mas sem confirmação oficial de pedido de prisão contra Fábio Luís.
Até o momento, não há confirmação de pedido formal de prisão de Fábio Luís deferido ou indeferido.
A defesa nega qualquer envolvimento.

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