
EDUARDO BOLSONARO | Imagem reprodução redes sociais
Filho do inelegível e réu no STF usa palavras de efeito em discurso cheio de palavras, mas vazio: “…o período militar, não dá pra dizer que tudo ali foi trevas…” – SAIBA MAIS
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Brasília, 01 de junho de 2025
O deputado Eduardo Bolsonaro publicou em suas redes sociais, neste domingo (1/jun) um vídeo com fundo musical, propondo um “reencontro do brasileiro consigo próprio” para superar a “fratura social profunda” no Brasil.
O discurso destaca a necessidade de reconciliação nacional, valorização da história e combate ao “sentimento derrotista”.
Eduardo, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, argumenta que o Brasil enfrenta “desconfiança, cansaço e descrença mútua”.
Ele sugere que a nação deve resgatar sua “verdadeira vocação”, valorizando sua história e cultura.
“O Brasil não nasceu ontem. Ele é fruto de erros, acertos, momentos ruins, mas também de glórias”, afirmou.
O deputado cita Getúlio Vargas, reconhecendo que, apesar de “não ter tido liberdades plenas”, seu governo trouxe avanços na indústria e infraestrutura.
Sobre Juscelino Kubitschek, destaca o “projeto de integração do país” e o lema “50 anos em 5”, que marcou o imaginário nacional.
João Goulart também é mencionado, com ressalvas, mas reconhecendo intenções de responder a “anseios populares”.
Eduardo defende que o período militar, apesar do “autoritarismo”, trouxe “investimentos em infraestrutura que sustentam o Brasil até hoje”.
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Ele também elogia o Império, sob Dom Pedro I, por garantir “estabilidade e unidade nacional”, evitando a fragmentação territorial vista em outros países das Américas.
O parlamentar cita o primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, descrito como “líder conservador mais longevo da atualidade”, com 15 anos no poder.
“Se conseguirmos caminhar na direção desse reencontro, ninguém segura o Brasil”, disse, inspirando-se na longevidade política de Orbán.
A postagem ocorre em um momento de polarização no Brasil, com Jair Bolsonaro inelegível até 2030, conforme decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Analistas, como Claudio Couto da FGV, apontam que o grupo de Bolsonaro busca alternativas para 2026, com nomes como Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado emergindo na direita.
A mensagem de Eduardo reflete uma tentativa de unir a base conservadora, evitando ressentimentos.
Eduardo enfatiza que “não há união nacional possível se cada um dos lados quiser apagar o outro”.
Ele se apresenta como “alguém disposto a ajudar o país a se reencontrar”, sem mencionar candidatura, mas reforçando a necessidade de um “espírito brasileiro” de grandeza e unidade.
Leia a íntegra:
“Meus amigos, nós estamos diante de um momento delicado da nossa história. O Brasil vive uma fratura social profunda, um sentimento carregado de desconfiança, cansaço, uma descrença mútua para qualquer lado que o cidadão acabe olhando.
Há um desalento que se espalha pelo nosso povo de que nada dá certo. Tudo no Brasil é sinônimo de fracasso. Mas eu te digo, não é essa a verdadeira vocação do nosso país e está na hora da gente reencontrar o verdadeiro espírito brasileiro.
Eu não estou falando de um slogan vazio. É o reencontro do brasileiro consigo próprio, com a sua história, com a sua cultura, com a sua identidade. A gente não pode continuar com aquele sentimento derrotista, com aquela síndrome de lata, que acaba por nos fazer odiar a nossa própria história.
O Brasil não nasceu ontem. Ele é fruto de erros, de acertos, de momentos ruins, mas também de glórias. E é preciso maturidade para reconhecer que, mesmo em momentos difíceis, houve grandeza. O Império nos deu estabilidade, instituições, cultura e unidade nacional.
A República Velha teve seus problemas sim, ela lançou as bases da infraestrutura e também da formação econômica do Brasil moderno. A gente não pode apagar isso. E se nós queremos nos reencontrar enquanto nação, nós temos que enxergar as figuras históricas do Brasil com um olhar nacional e não partidário.
Getúlio Vargas, por exemplo, ele liderou um governo que não teve as liberdades plenas. É verdade, mas é inegável também que houve avanços na nossa indústria, a intenção de valorizar o trabalhador e também investimentos em infraestrutura. Fechar os olhos para isso seria infantil, o mesmo vale para Juscelino Kubitschek.
Podemos debater os custos e os efeitos econômicos do seu governo, mas é inegável. Houve um projeto de integração do país, de otimismo, de progresso. Foram 15 anos em cinto. Isso marcou o imaginário do Brasil por décadas.
Não é diferente com João Goulart. Podemos concordar ou discordar das suas propostas. Eu certamente não sou um fã dele, mas é injusto negar que muitas delas nasciam com a intenção de dar respostas a anseios populares.
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Assim como falar do período militar, não dá pra dizer que tudo ali foi trevas. Até houve autoritarismo, mas ali existiram investimentos em infraestrutura que sustentam o Brasil até hoje e a papel de uma nação madura olhar para o passado e conseguir perceber tudo aquilo que deu certo. Tudo aquilo que foi positivo na nossa história.
Negar as virtudes de qualquer período da nossa história é negar a nós mesmos. Não há união nacional possível se cada um dos lados quiser apagar o outro. O Brasil precisa de reconciliação, não de ressentimento. Eu não me apresento aqui como candidato a esse ou aquele cargo.
Eu me apresento como alguém disposto a ajudar o país a se reencontrar, ajudar o Brasil a levantar a cabeça e acreditar em si mesmo. Eu quero me reencontrar com o espírito brasileiro, com a coragem de quem construiu esse país em meio a tanta diversidade, com as virtudes esquecidas da nossa história.
Eu quero caminhar lado a lado com todos que também acreditam nisso. Porque se olharmos apenas para o lado ruim, a gente vai reduzir um Dom Pedro I a um homem mulherengo, mas ele foi muito mais do que isso. Foi um estadista que, no momento de ruptura global, conseguiu manter a unidade territorial de um país de dimensões continentais, onde todos falam uma só língua e se reconhecem como um só povo.
Enquanto tantos países vizinhos aqui das Américas se fragmentavam em guerras e divisões, o Brasil permaneceu unido e isso não foi por acaso. Esse é o espírito que a gente precisa reencontrar: o da grandeza acima das vaidades, da unidade acima dos rancores, da construção acima da destruição.
Se tem algo que eu aprendi nas minhas andanças pelo mundo foi com o líder conservador mais longevo da atualidade, Viktor Orbán, 15 anos no poder, tenha aliados e foque naquilo que converge.
Se nós conseguirmos caminhar na direção desse reencontro, ninguém segura o Brasil. Um abraço a todos vocês, fiquem com Deus, nós venceremos.”













Esse discurso não é dele, nem sabe do que está falando. Tentativa de atrair o centro para sua possível candidatura, só que isso não será possível, porque em 2026, vai estar inelegível como o pai.
Mas bah! O cara está conspirando no estrangeiro, capacho do novo ditador mundial, citando outro ditador que está ha 15 anos subjugando seu povo e vem se apresentar como conciliador nacional? Sai fora jacaré que tua lagoa não é aqui, tu és “aligator” agora, vais chafurdar no pântano dos states, teu futuro é sombrio tal qual ele.
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