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Economist: rejeição a Bolsonaro deixa Brasil com instituições democráticas mais fortes

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    Imagem em uma bandeira pede Bolsonaro na cadeia (Getty Images via The Economist)


    Revista britânica diz que ex‑presidente está “sem opções” para reencontrar relevância política ou reverter seu declínio, ao mesmo tempo em que enfrenta processos judiciais e uma crescente rejeição pública



    Brasília, 05 de outubro 2025

    Jair Bolsonaro, ex‑presidente do Brasil, enfrenta uma conjunção adversa de limitações legais, políticas e institucionais que reduzem suas opções estratégicas, diz matéria na edição deste domingo (3/out) da The Economist.

    A revista britânica afirma que o ex‑presidente estaria “ficando sem opções” para reencontrar relevância política ou reverter seu declínio, ao mesmo tempo em que enfrenta processos judiciais e uma crescente rejeição pública.

    Bolsonaro está sujeito a investigações e processos, diz The Economist aos leitores britânicos, acrescentando que isso ocorre especialmente depois de medidas que visam responsabilizar eventuais tentativas de golpe ou de deslegitimação institucional.

    A revista lembra ao seu público que ele já foi declarado inelegível pela Justiça Eleitoral até 2030, o que limita formalmente sua possibilidade de concorrer em eleições futuras.

    A The Economist destaca as barreiras legais e judiciais do ex-presidente ao afirmar que, ainda que Bolsonaro tente manobras legais, o peso institucional das cortes e a independência do Judiciário brasileiro funcionam contra ele.

    Problema de liderança e sucessão dentro da direita

    Segundo a The Economist, com Bolsonaro enfraquecido, surge um dilema dentro do campo político de direita: quem poderá substituí‑lo como líder ou candidato viável?

    A matéria sugere que muitos integrantes da direita começam a voltar seus olhos para candidatos menos extremos, com mais apelo moderado, já que a imagem de Bolsonaro se desgastou.

    Perda de legitimidade e apoio popular

    O texto afirma que Bolsonaro perdeu apoio, especialmente entre eleitores que antes simpatizavam com suas posições radicais.

    Sua capacidade de mobilização foi reduzida, e ele parece não conseguir retomar protagonismo político de forma robusta.

    Importância institucional e papel do STF

    A matéria elogia a atuação das cortes, especialmente o Supremo Tribunal Federal, como uma barreira decisiva ao autoritarismo ou à tentativa de golpe.

    Afirma que o Brasil oferece ao mundo – e particularmente aos Estados Unidos – uma lição sobre “maturidade democrática” ao levar um ex‑presidente a ser julgado por atentados às instituições.

    Comparações com o cenário internacional

    A matéria faz paralelos com os Estados Unidos e com as reações políticas ao trumpismo, sugerindo que o Brasil pode funcionar como um “case” de reação democrática frente a populismos autoritários.

    Implicitamente, coloca o país numa posição de alerta para democracias frágeis, mostrando que instituições fortes podem resistir a investidas autoritárias.

    O artigo concluiu sua visão do tema expressando otimismo cauteloso de que esse episódio será um teste para a resiliência democrática brasileira.

    Bolsonaro já não conta com muitas alternativas viáveis: reforçar sua base, usar manobras judiciais ou apostar num golpe institucional parecem opções cada vez menos factíveis.

    A revista sugere que, no fim das contas, ele provavelmente será considerado culpado em processos judiciais, e que o Brasil poderá sair desse momento político com um fortalecimento de suas instituições democráticas.



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    1 comentário em “Economist: rejeição a Bolsonaro deixa Brasil com instituições democráticas mais fortes”

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