“O senhor da banca de revista me falou”, afirmou Kleber Mendonça Filho, diretor da produção, expondo a demanda inédita do jornal depois que o estado foi posicionado no centro das atenções globais devido ao feito histórico do cinema brasileiro
Recife (PE) · 25 de janeiro de 2026
A edição de sexta-feira (23/jan) do Diário de Pernambuco, o jornal mais antigo em circulação na América Latina, esgotou rapidamente nas bancas do Recife, exigindo uma reimpressão urgente, em um episódio que reflete o impacto cultural profundo de conquistas artísticas nacionais.
A informação veio à tona por meio de uma declaração do diretor Kleber Mendonça Filho, que destacou o fenômeno como um marco transformador da publicação em “lembrança” coletiva.
O fervor foi desencadeado pela capa icônica, que homenageia o filme O Agente Secreto, obra dirigida por Kleber Mendonça Filho e estrelada por Wagner Moura, indicada a quatro categorias no Oscar 2026.
Conforme relatado pelo cineasta no X, “a edição de ontem do @DiarioPE no Recife esgotou e mandaram rodar mais, o senhor da banca de revista me falou agora. Virou lembrança. Bonita a capa.”
Esgotou porque o estado brasileiro agora está posicionado no centro das atenções globais. Produzido por Emilie Lesclaux e ambientado no Recife de 1977 durante a ditadura militar, O Agente Secreto foi integralmente rodado em Pernambuco, com cerca de 30 locações na capital pernambucana ao longo de 50 diárias de filmagem em 2024.
Cenários icônicos incluem o Parque Treze de Maio – famoso pela sequência da “perna cabeluda” – , o Cinema São Luiz, o Ginásio Pernambucano, a Rua da Aurora, o Chá-Mate Brasília e o Porto do Recife, transformando a cidade em um protagonista visual da narrativa thriller-política com toques surreais.
As indicações ao Oscar foram anunciadas na sexta-feira (22/jan), marcando um recorde para o cinema brasileiro ao empatar com Cidade de Deus (2003), como reportado pelo Urbs Magna.
O filme concorre em Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Direção de Elenco.
Em vídeo publicado no mesmo dia, Kleber Mendonça Filho celebrou as nomeações, enfatizando o papel de políticas públicas na cultura, conforme veiculado também na plataforma social de microblog X.
Produzido por Emilie Lesclaux e ambientado no Recife de 1977 durante a ditadura militar, O Agente Secreto mescla thriller político com elementos surreais, como uma perna humana revivida causando caos.
O elenco robusto inclui Maria Fernanda Cândido como Elza, Gabriel Leone como Bobbi Borba, Hermila Guedes como Claudia e Thomás Aquino como Valdemar, entre outros.
Críticas internacionais, como as da BBC, elogiam a narrativa vibrante e o comentário social, posicionando-o como potencial vencedor.
Reações não se limitaram ao diretor. A atriz Maria Fernanda Cândido reconheceu a capa em publicações, e o próprio jornal, em matéria exclusiva do Diario de Pernambuco, relatou que Kleber planejava adquirir a versão impressa, destacando um detalhe na “perna do Oscar” – uma alusão lúdica ao troféu.
Em entrevista ao veículo, o cineasta afirmou: “Fazer um filme no Recife é torná-lo uma estrela“, reforçando o orgulho regional.
O esgotamento reflete um renascimento do interesse pelo impresso em tempos digitais, impulsionado por eventos culturais de ressonância. Como noticiado pela CNN Brasil, o Brasil acumula cinco indicações totais no Oscar 2026, quatro delas do filme pernambucano, elevando o debate sobre representatividade no cinema global.
Essa efervescência cultural se estende ao comércio informal: camelôs no Recife vendem camisetas inspiradas no bloco carnavalesco usado por Wagner Moura na trama, conforme o g1, ilustrando o impacto econômico indireto.
Esse episódio celebra um triunfo artístico e evidencia como narrativas locais podem galvanizar comunidades, perpetuando o legado de instituições como o Diario de Pernambuco, fundado em 1825.

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