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Desemprego despenca para 5,1% – mais baixo da série histórica iniciada em 2012 – no “Ano da comparação”, segundo Lula

    Dados do IBGE apontam que este pode ser o início de uma ‘Era de Prosperidade’, mesmo com desafios como a volatilidade cambial e pressões inflacionárias, que demandam políticas proativas do governo federal para perpetuar esses ganhos

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    Lula posa
    Lula posa com trabalhadores durante evento – Foto: Ricardo Stuckert
    RESUMO


    Brasília (DF) · 30 de janeiro de 2026

    A taxa de desocupação no Brasil recuou para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro de 2025, conforme revelam os indicadores da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (30/jan).

    Esse patamar, o mais baixo desde o início da série histórica em 2012, representa uma contração de 0,5 ponto percentual em relação aos três trimestres móveis anteriores e uma redução ainda mais expressiva de 1,1 ponto percentual ante o mesmo período de 2024, sinalizando uma resiliência notável do mercado de trabalho em meio a flutuações globais.

    Os analistas atribuem essa retração à expansão sustentada de vagas em setores como comércio e serviços públicos, incluindo educação e saúde, que absorveram contingentes significativos de mão de obra.

    “Essa dinâmica reflete não apenas uma recuperação pós-pandêmica, mas uma transformação estrutural na economia brasileira”, observa o economista Rafael Moreira, da Universidade de São Paulo (USP).

    De fato, o declínio na desocupação entre pessoas de 14 anos ou mais de idade corrobora projeções otimistas para o crescimento do PIB, com implicações diretas para a estabilidade fiscal do país.

    Paralelamente, o rendimento médio mensal real das pessoas ocupadas com rendimento de trabalho ascendeu a R$ 3.613, um incremento de 2,4% comparado aos três trimestres precedentes e de 5% em relação ao trimestre equivalente de 2024.

    Esse avanço, ajustado pela inflação, denota uma valorização efetiva do labor, impulsionada por negociações salariais mais assertivas e pela formalização de empregos.

    Em regiões como o Sudeste, epicentro industrial do Brasil, o impacto se mostra mais pronunciado, com ganhos que superam a média nacional.

    Especialistas do IBGE enfatizam que esses números, colhidos na semana de referência, capturam uma tendência de subutilização da força de trabalho em declínio, embora persistam disparidades regionais – com estados como Pernambuco e Bahia registrando taxas superiores à média.

    “A vigilância sobre desigualdades é crucial para sustentar esse momentum”, adverte a coordenadora da pesquisa, Adriana Beringuy.

    Essa conjuntura econômica reforça a narrativa de um Brasil em ascensão, onde a convergência entre redução do desemprego e elevação de rendimentos pode catalisar investimentos estrangeiros e políticas de inclusão social.

    Desafios como a volatilidade cambial e pressões inflacionárias demandam políticas proativas do governo federal, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para perpetuar esses ganhos.

    À medida que o ano de 2026 se desenha, esses indicadores servem como barômetro para reformas laborais pendentes, instigando debates sobre sustentabilidade e equidade no panorama econômico nacional.

    ANO DA COMPARAÇÃO

    O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) usou a metáfora do “ano da colheita” várias vezes para se referir ao momento em que os frutos das políticas implementadas começariam a ser colhidos pela população.

    Inicialmente, ele aplicou isso a 2025, destacando em entrevistas e discursos – como no Fantástico em dezembro de 2024 – que, após anos de reconstrução e plantio de políticas sociais, econômicas e fiscais, 2025 seria o período de colheita efetiva – com ênfase em emprego, renda e resultados concretos.

    Recentemente, em eventos como a entrega de moradias no Rio Grande do Sul, em 20 de janeiro, Lula manteve o tom otimista, afirmando que agora é hora de “começar a colheita” e transformando 2026 no “ano da comparação” – comparando os avanços de seu governo com gestões anteriores – como as de Michel Temer e Jair Bolsonaro, preso por tentativa de golpe de Estado.

    O contexto de colheita dos três primeiros anos do mandato atual permeia o discurso, com foco em tornar visíveis os ganhos para o eleitorado em ano eleitoral.

    Vários indicadores recentes apontam para um cenário positivo e sustentado:

    ♦ Mercado de trabalho em alta histórica — A taxa de desocupação caiu para 5,1% no trimestre out-nov-dez 2025 (dados do IBGE divulgados recentemente), o menor patamar da série histórica desde 2012. Isso significa mais empregos formais, maior massa salarial e poder de compra ampliado para milhões de famílias.
    ♦ Renda média em elevação — O rendimento médio real das pessoas ocupadas atingiu R$ 3.613, com ganhos reais acima da inflação, o que impulsiona o consumo interno e reduz desigualdades.
    ♦ Inflação controlada — A prévia do IPCA-15 (janeiro 2026) subiu apenas 0,20%, abaixo das expectativas, mantendo o acumulado em 12 meses em torno de 4,5% – sinal de estabilidade que permite ao Banco Central gerir juros de forma mais favorável ao crescimento.

    Outros potenciais ganhos:

    ♦ Superávit comercial recorde em 2025 (US$ 63 bilhões), com exportações fortes em commodities e manufaturados, fortalecendo reservas e câmbio.
    ♦ Avanços em programas sociais como Minha Casa, Minha Vida (entregas massivas), reforma agrária acelerada e políticas de inclusão que podem se consolidar em 2026.
    ♦ Perspectiva de crescimento do PIB sustentado (projeções acima de 2-3% para o ano), com investimentos em infraestrutura, transição energética e tecnologia.
    ♦ Ano eleitoral pode trazer mais foco em entregas concretas, como redução da pobreza extrema e ampliação de direitos trabalhistas.

    Desafios persistem – volatilidade global, pressões fiscais e polarização política –, mas os números atuais sugerem que 2026 pode ser um ano de consolidação desses ganhos, com a “colheita” se materializando em qualidade de vida melhor para a maioria.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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