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PF deflagra operação no Amapá mirando deputado federal Vinícius Gurgel (PL) determinada por Moraes

    Agentes cumpriram oito mandados de busca mirando endereços vinculados ao parlamentar em Macapá visando desmantelar suposta rede de desvios de recursos destinados à pavimentação de trechos inconclusos da rodovia BR-156

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    O deputado federal Vinícius Gurgel (PL-AP) / Foto divulgação Davi Alcolumbre em seu site | O ministro do STF, Alexandre de Moraes / Foto: Ton Molina/Estadão
    RESUMO
    URBS MAGNA - Progressistas por um BRASIL SOBERANO


    Brasília (DF) · 14 de fevereiro de 2026

    A Polícia Federal deflagrou, na tarde desta sexta-feira (13/fev), a segunda fase da Operação Pedágio, batizada de Pedágio 2, mirando endereços vinculados ao deputado federal Vinícius Gurgel (PL-AP) em Macapá, capital do Amapá.

    Os agentes cumpriram oito mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em uma ofensiva que visa desmantelar uma suposta rede de desvios de recursos destinados à pavimentação de trechos inconclusos da rodovia BR-156.

    A investida representa um desdobramento da operação inicial, lançada em 2019, quando autoridades já haviam apreendido veículos de luxo e quantias substanciais em espécie em posse de suspeitos.

    Agora, o foco se intensifica sobre crimes como formação de organização criminosa, corrupção ativa e passiva, além de manipulações em processos licitatórios, que teriam drenado fundos públicos essenciais para o desenvolvimento infraestrutura do estado.

    A operação busca mapear a extensão do esquema, com indícios de que Gurgel, conhecido por sua proximidade com figuras influentes como o senador Davi Alcolumbre, teria exercido influência na nomeação de cargos estratégicos para facilitar os desvios, segundo a CNN Brasil.

    A amizade pessoal entre Gurgel e Alcolumbre adiciona camadas de complexidade política ao caso, cujos mandados desta sexta-feira visaram coletar provas irrefutáveis sobre o modus operandi do grupo, incluindo possíveis lavagens de dinheiro oriundas das irregularidades.

    Em nota oficial divulgada pela Polícia Federal, lê-se que “a ação visa aprofundar as investigações sobre o desvio de recursos públicos em obras rodoviárias”.

    Gurgel responde a inquérito no STF por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, com alegações de que ele interferiu na indicação de postos chave para perpetuar o esquema.

    Essa revelação eleva o escrutínio sobre o parlamentar, que integra a bancada bolsonarista na Câmara dos Deputados.

    Os alvos incluem não apenas residências, mas também espaços comerciais ligados ao deputado, em uma tentativa de reconstruir o fluxo financeiro irregular. No contexto regional, a BR-156 permanece como um gargalo logístico crônico, com obras paralisadas ou superfaturadas prejudicando comunidades locais.

    O caso já reverbera nos corredores do Congresso Nacional, levantando questões sobre responsabilidade em emendas parlamentares e contratos federais.

    Analistas políticos especulam que essa operação possa influenciar dinâmicas eleitorais no Amapá, especialmente com menções a possíveis candidaturas como a de Furlan ao governo estadual em 2026.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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