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Cuba vive crise energética e turística devido ao impacto das sanções dos EUA após o sequestro de Maduro (vídeo)

    Venezuelanos protestam nas ruas de Caracas nesta terça-feira (3), um mês após a operação militar ordenada por Trump na capital

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    “Nossa premissa continuará sendo a de nos prepararmos para avançar mesmo quando a agressão e as restrições se intensificarem”, afirmou o Presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, no fim de semana / Foto: Estudios Revolución

    RESUMO
     
     


    Brasília (DF) · 03 de fevereiro de 2026

    O setor de turismo em Cuba enfrenta um forte revés devido ao recrudescimento das sanções impostas pelos Estados Unidos, diretamente ligado ao sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro e ao bloqueio subsequente do envio de petróleo à ilha caribenha.

    Fontes oficiais cubanas, como o jornal estatal Granma, descrevem essa ação como uma manifestação de imperialismo agressivo, com o presidente Miguel Díaz-Canel alertando para uma tentativa de asfixia energética que ecoa políticas históricas de hostilidade.

    O episódio teve início em 3 de janeiro, quando forças especiais dos Estados Unidos, sob ordem do presidente Donald Trump, executaram uma operação militar em Venezuela que resultou no sequestro de Nicolás Maduro e sua esposa Cília Flores.

    Maduro compareceu a uma corte federal em Nova York dois dias após, declarando-se presidente legítimo da República Bolivariana de Venezuela e denunciando a ação como uma violação flagrante do direito internacional.

    Essa intervenção, justificada pelos EUA como parte de uma campanha contra o narcotráfico, também é vista por analistas cubanos como uma estratégia para dominar as reservas petrolíferas venezuelanas, as maiores do mundo.

    O impacto imediato em Cuba se materializa no bloqueio ao suprimento de petróleo, vital para a economia da ilha.

    O diplomata cubano Carlos Fernández de Cossío, em declaração veiculada pelo Cubadebate em 24 de janeiro, qualificou as medidas como “um assalto brutal contra uma nação pacífica que não representa ameaça alguma para Estados Unidos”, enfatizando que o embargo projetado em Washington visa o colapso energético do país.

    Historicamente, Venezuela fornece cerca de 50% do petróleo consumido em Cuba por meio de acordos bilaterais, e o endurecimento das sanções – incluindo ameaças de aranceles a qualquer nação que forneça combustível à ilha – agrava uma crise já latente.

    Perspectivas das fontes cubanas revelam uma narrativa unificada de resistência e denúncia. O Granma, em edição de 30 de janeiro, destaca o discurso de Díaz-Canel, que acusa Trump de perpetuar uma doutrina de dominação, com frases como “Precisamos ver com que malícia, com que perversidade, eles estão propondo essa política”.

    O Cubadebate relata o roubo de navios-tanque, como o caso do buque Minerva, devolvido em operação conjunta, mas sob contexto de pirataria internacional. A visão contrasta com narrativas ocidentais, mas reforça a solidariedade latino-americana, com Cuba condenando o ato como terrorismo de Estado em comunicado do Ministério das Relações Exteriores (MINREX), datado de 12 de dezembro de 2025.

    O turismo, pilar econômico que atrai milhões de visitantes anualmente e gera bilhões em divisas, é particularmente vulnerável. Sanções passadas, como as de 2019, já causaram declínio no fluxo de turistas, com perdas estimadas em milhões, conforme arquivos do Granma. Agora, a escassez de combustível ameaça operações hoteleiras, transportes aéreos e marítimos, e até a mobilidade interna, podendo levar a cancelamentos em massa.

    Especialistas da ilha dizem que “o bloqueio, as sanções e as ameaças não nos intimidam, mas sim nos impulsionam a reafirmar nosso compromisso com a soberania, sugerindo que a salvação reside na diversificação de fontes energéticas, como parcerias com Rússia e China, e no fomento ao turismo sustentável via energias renováveis.

    A tendência indica um agravamento da crise se as sanções persistirem, com risco de blackouts energéticos semelhantes aos de 2019, impactando diretamente o apelo turístico de praias como Varadero e patrimônios como Havana Velha.

    No entanto, a resiliência cubana – apelidada de “ingenio” – pode mitigar danos por meio de inovações em eficiência energética e apelos internacionais.

    A Rússia, por intermédio da porta-voz María Zajárova, expressou “profunda preocupação” na quarta-feira (28/jan), via Cubadebate, reforçando alianças que poderiam contrabalançar o isolamento.

    Mobilizações na Venezuela, com declarações de solidariedade como “condenamos o terrorismo de Estado estadounidense”, sinalizam uma frente unida contra a intervenção.

    A correspondente do TeleSur na Venezuela, Madelein Garcia, postou um vídeo nas redes sociais, na tarde desta terça-feira, mostrando nova mobilização no país. Nas imagens, ela afirma que “a marcha de 3 de fevereiro” ocorre “um mês após o ataque dos Estados Unidos“.

    Segundo Madelein, os venezuelanos exigem “aos Estados Unidos a libertação do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama Cilia Flores“. Ela afirmou que o povo “não vai se cansar de lutar” e que a população não quer “ser uma colônia norte-americana“.

    Ela pede: “Maduro resista! O povo se levanta. Isso é o que está acontecendo aqui na Venezuela“.

    Em Cuba, o foco permanece na defesa soberana, com todos os jornais qualificando o ataque como expressão da Doutrina Monroe.

    Retrato de Alexandr Wang discutindo o futuro da colaboração homem-IA, capturado por Ethan Pines para Forbes.



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