Destacam-se Daniel Vorcaro, os irmãos de Toffoli e a quebra de sigilo da empresa da família Toffoli, além de Roberto Campos Neto, Paulo Guedes, João Roma e Ronaldo Vieira Bento; convites não obrigatórios alcançam Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, Viviane Barci de Moraes, Rui Costa, Guido Mantega e Gabriel Galípolo
Brasília (DF) · 26 de fevereiro de 2026
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado Federal aprovou, em sessão realizada na quarta-feira (25/fev), um pacote expressivo de 63 requerimentos que inclui 21 convocações, sete convites, sete quebras de sigilo e quatro pedidos de informação.
A medida representa o primeiro avanço concreto da comissão sobre o caso Master, escândalo de fraudes no Banco Master que envolve operações suspeitas de lavagem de dinheiro, vínculos societários atípicos e possíveis infiltrações de organizações criminosas no sistema financeiro.
Foi uma aprovação de baciada da CPI do crime organizado. O resultado configurou um embate clássico entre governistas e bolsonaristas, com o Centrão ausente do plenário, conforme destacado pela colunista Maria Cristina Fernandes, no Valor Econômico.
Entre as convocações obrigatórias aprovadas por unanimidade destacam-se o empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e os irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli — José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli —, além da quebra de sigilo da Maridt Participações S.A., empresa da família Toffoli.
Foram ainda convocados o ex-presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e os ex-ministros da Economia Paulo Guedes e da Cidadania João Roma e Ronaldo Vieira Bento.
Os convites — que não obrigam comparecimento — alcançam os ministros do STF Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, a advogada Viviane Barci de Moraes (esposa de Moraes), o ministro da Casa Civil Rui Costa, o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.
Quebras de sigilo bancário, fiscal, telefônico e telemático foram determinadas para o Banco Master, a antiga Reag Investimentos (atual CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários) e outros ativos ligados a Vorcaro.
O relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), justificou as medidas com clareza: “Não necessariamente são pessoas investigadas, nós convocamos testemunhas também. São personagens fundamentais, porque o crime organizado só prospera com infiltração no mercado financeiro”.
O presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), reforçou a necessidade de aprofundar a oitiva do deputado TH Joias (Thiego Raimundo dos Santos Silva), cuja presença depende de autorização judicial do próprio STF.
A ofensiva ocorre em momento de forte polarização no Congresso e eleva o tom do debate sobre a autonomia do Poder Legislativo frente ao Judiciário.
Os requerimentos buscam esclarecer tanto as fraudes no Banco Master quanto eventuais relações indiretas de autoridades com o caso, sem prejulgamentos.

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