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Em cima da hora: 25 países pressionam Lula para mudar COP30 de Belém por crise de hospedagem

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    Amazônia no
    Amazônia no Pará – Símbolo da COP30 – Lula preocupado


    Delegações internacionais questionam capacidade de Belém para receber a conferência climática da ONU em 2025, exigindo soluções para altos custos de hotéis e logística



    Brasília, 01 de agosto de 2025

    A COP30, conferência climática da ONU marcada para novembro de 2025 em Belém, no Pará, está no centro de uma polêmica internacional.

    Representantes de 25 países, incluindo nações desenvolvidas como Áustria, Bélgica, Canadá, Finlândia e Noruega, enviaram uma carta ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sugerindo que o evento seja transferido, ao menos parcialmente, para outra cidade caso os problemas logísticos não sejam resolvidos.

    A principal reclamação é o preço exorbitante dos hotéis, que dispararam desde o anúncio da conferência, dificultando a hospedagem de cerca de 50 mil participantes esperados.

    A organização do evento, sob responsabilidade da Secretaria Extraordinária da COP30, garante que Belém permanecerá como sede, mas reconhece desafios como o déficit de 14 mil leitos, segundo informações da Folha de S. Paulo.

    As críticas não se limitam aos custos de acomodação. Questões de segurança, transporte e infraestrutura geral também preocupam os negociadores, especialmente para a cúpula de chefes de Estado, que exige condições específicas.

    Richard Muyungi, presidente do Grupo de Negociadores Africanos, destacou à Reuters que os países não querem reduzir suas delegações e pressionam o Brasil por soluções acessíveis, como preços de diárias mais próximos dos US$ 149 oferecidos pela ONU como subsídio para nações menos desenvolvidas, contra cotações de até US$ 700 por noite em Belém.

    Uma reunião de emergência da UNFCCC em 29 de julho discutiu esses gargalos, e o Brasil prometeu respostas até 11 de agosto.

    Para enfrentar a crise, o governo Lula e o Governo do Pará, liderado por Helder Barbalho, estão investindo pesado.

    Mais de R$ 5 bilhões foram destinados a obras como a modernização do Parque da Cidade e do Hangar, que sediarão as negociações, além da contratação de dois navios de cruzeiro (Costa Diadema e MSC Seaview) para oferecer 6 mil leitos adicionais.

    A Secretaria Extraordinária da COP30, coordenada por Valter Correia, também lançou uma plataforma de hospedagem restrita a delegações, com diárias de até US$ 220, e planeja abrir reservas ao público em breve.

    Apesar das pressões, o presidente da COP30, André Corrêa do Lago, descartou eventos paralelos fora de Belém, reforçando o compromisso com a cidade.

    A escolha de Belém simboliza a aposta do Brasil em destacar a Amazônia nas discussões climáticas globais, mas os desafios logísticos colocam em xeque a capacidade da cidade de receber um evento desse porte.

    Com a pressão internacional crescendo, o governo corre contra o tempo para garantir infraestrutura e preços acessíveis, visando manter a COP30 como um marco na luta contra as mudanças climáticas.

    A expectativa é que as obras, 93% concluídas no Parque da Cidade, e soluções como a Vila de Líderes com 405 suítes atendam às demandas, consolidando Belém como palco de uma conferência histórica.



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    2 comentários em “Em cima da hora: 25 países pressionam Lula para mudar COP30 de Belém por crise de hospedagem”

    1. Carlos Henrique Xavier Endo

      A pressão deve ter vindo não das delegações estrangeiras, mas da indústria hoteleira paulista.

    2. Perfeito, será que assim os empresários do setor hoteleiro aprendem alguma coisa?

    Os comentários estão fechados.

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