Editorial elogia decisão que reforça pilares democráticos e pune conspiração contra instituições nacionais
Brasília, 12 de setembro de 2025
O editorial publicado pelo O Estado de S. Paulo nesta sexta-feira (12/set) aplaude a sentença imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão na Ação Penal (AP) 2.668 por tentativa de golpe de Estado.
Essa medida, segundo o jornal, representa um divisor de águas na história brasileira, quebrando o ciclo de impunidade que perdurava desde o golpe de 1889 e consolidando a democracia reconquistada em 1985 após a ditadura militar.
A publicação enfatiza que, pela primeira vez, um ex-mandatário é punido por articular contra a posse de um presidente eleito legitimamente, acompanhado por três generais de quatro estrelas e um almirante de esquadra.
O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, é citado como tendo afirmado que “Bolsonaro foi praticamente um ‘réu confesso’”, destacando a confissão implícita nas ações do réu.
O texto recorda episódio de agosto de 2021, quando o ex-presidente declarou que sua trajetória se resumia a “‘estar preso, estar morto ou a vitória (na eleição de 2022)’”, revelando recusa à transição pacífica de poder.
RECEBA NOSSAS ÚLTIMAS NOTÍCIAS EM SEU E-MAIL
No contexto político, o jornal aponta pressões internacionais, como sanções aplicadas pelo presidente norte-americano Donald Trump, influenciado pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente.
Esses esforços visam deslegitimar o julgamento e fomentar hostilidade contra o STF, incluindo ameaças de intervenção militar para libertar o condenado.
Apesar de reconhecer inovações processuais devido ao caráter inédito da ação, o editorial exalta a resiliência da Corte diante de tais adversidades.
A visão do Estadão é otimista: a condenação não configura vingança, mas restauração da igualdade perante a lei, onde nem ex-presidentes nem oficiais de alta patente escapam da accountability.
O texto convoca a sociedade e o Congresso Nacional a fortalecerem o pacto democrático, evitando retrocessos em um país marcado por intervenções militares recorrentes.







