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Comboio terrestre com ajuda humanitária para Gaza parte do Magrebe buscando romper cerco de Israel (vídeo)

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    Milhares de voluntários do Marrocos, Argélia, Tunísia, Mauritânia e Líbia desafiam o bloqueio de Israel ao enclave – SAIBA MAIS

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    Brasília, 09 de junho de 2025

    Um comboio terrestre do Magrebe, chamado “Soumoud” (Resiliência), partiu de Tunísia no domingo (8/jun), com mais de 1.700 ativistas, incluindo médicos, jornalistas e diplomatas, rumo a Gaza para romper o cerco de Israel.

    O comboio, composto por 12 ônibus e 100 veículos, visa entregar ajuda humanitária ao cruzamento de Rafah via Líbia e Egito, simbolizando solidariedade aos palestinos.

    Organizado pela Coordenação de Ação Conjunta pela Palestina na Tunísia, o grupo inclui participantes de Mauritânia, Marrocos, Argélia, Tunísia e Líbia.

    Wael Nouar, porta-voz do comboio, destacou o objetivo de encerrar a “guerra de extermínio em curso” e garantir que a ajuda chegue aos 2,3 milhões de residentes de Gaza que enfrentam fome.

    A rota começa em Túnis, Sousse, Sfax e Gabes, passando por Ben Guerdane até a estrada costeira da Líbia, depois Cairo e, finalmente, Rafah.


    O comboio terrestre para Gaza tem delegações da Mauritânia, Marrocos e Argélia, além de milhares de pessoas da Tunísia e da Líbia. Até o fim de maio, o comboio registrou a participação de mais de 7.000 pessoas de diversas nacionalidades do Magrebe, conforme o NewsArab – Imagem reprodução @MenchOsint/X


    Diferentemente do iate “Madleen” da Coalizão Flotilha da Liberdade, interceptado por forças israelenses nesta segunda feira (9/jun), este esforço terrestre enfrenta menos obstáculos na Líbia, onde o apoio à causa palestina é forte, apesar de confrontos recentes.

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    Jawaher Channa, ativista, destacou o ato simbólico do comboio para desafiar o bloqueio de Israel, descrito pela ONU como o “lugar mais faminto do planeta”.

    A iniciativa segue incidentes mortais em pontos de ajuda da Fundação Humanitária de Gaza, criticados como “camuflagem humanitária” pela relatora da ONU, Francesca Albanese.

    Com 2.700 crianças menores de cinco anos diagnosticadas com desnutrição aguda em maio, a missão do comboio é urgente. Sheikh Yahya Sari, liderando a partir da Argélia, reforça a mensagem: “Vocês não estão sozinhos.”

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