O candidato da oposição ao governo da situação alega que venceu o presidente com 67% dos votos na eleição do mês retrasado e o Ministério Público venezuelano ordenou sua prisão por “crimes” contra a República Bolivariana
Edmundo González Urrutia, 67, que alegou em seu país ser o presidente eleito com 67% dos votos na eleição presidencial do fim de julho, chegou neste domingo à Espanha em um avião da Força Aérea do país europeu, onde iniciará trâmites para o pedido de asilo.
Um mandado de prisão forçou o diplomata e analista político a fugir da Venezuela, enfraquecendo a resistência da direita contra o presidente Nicolás Maduro, 61, declarado pelo órgão eleitoral oficial e pela Justiça da República Bolivariana como “reeleito“.
A fuga ocorreu após o Ministério Público da Venezuela ordenar, na segunda-feira (2/9), uma ordem de prisão “pela alegada prática dos crimes”, relacionados em ofício que viralizou nas mídias internacionais e redes sociais.
Os ilícitos seriam a “USURPAÇÃO DE FUNÇÕES (…); FALSIFICAÇÃO DE DOCUMENTO PÚBLICO (…); INSTIGAÇÃO À DESOBEDIÊNCIA DE LEIS (…); CONSPIRAÇÃO (…); SABOTAGEM E DANOS A SISTEMAS (…); ASSOCIAÇÃO (…); e Financiamento ao Terrorismo, cometido em prejuízo do Estado venezuelano“.
Antes da partida de Urrutia da Venezuela, a vice-presidente executiva, Delcy Rodríguez, publicou uma mensagem no Instagram argumentando que o país lhe concedeu passagem segura para deixar o território “em prol da tranquilidade e da paz política” conforme transcreveu a CNN.
De acordo com a agência Bloomberg, a oposição venezuelana enfrentou um revés significativo com a fuga do principal opositor de Nicolás Maduro para a Espanha.
A repressão do governo se intensificou, resultando na detenção de milhares de manifestantes e de quatro políticos da oposição.
Ao fugir para a Espanha, Urrutia gerou comoção popular e provocou tensões na Venezuela, além de potenciais protestos internacionais em seu favor.
