Em plano audacioso para ampliar poder no Congresso e influenciar sucessão após a quarta gestão de Lula, partidos de centro articulam expansão de bancadas parlamentares visando consolidar influência no Legislativo e preparar terreno para candidaturas presidenciais em horizontes futuros
Brasília (DF) · 09 de fevereiro de 2026
Partidos do Centrão delineiam metas ambiciosas para as eleições de 2026, com olhos atentos no cenário pós-Lula. De acordo com a coluna de Igor Gadelha no Metrópoles, o PSD, presidido por Gilberto Kassab, almeja elevar sua bancada de deputados federais de 47 para 70, além de reeleger 11 dos 13 senadores atuais.
Já a federação PP-União Brasil, sob liderança de Ciro Nogueira (presidente do PP e senador pelo Piauí) e Antônio Rueda (presidente do União Brasil), projeta expandir de 119 para 130 parlamentares no Congresso Nacional.
Essa ofensiva visa não apenas robustecer a presença no Legislativo a partir de 2027, mas também posicionar o bloco para lançar um candidato presidencial oriundo do parlamento em 2030, explorando um potencial “vácuo político” após o eventual quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva.
Analistas apontam que o PT carece de uma figura capaz de perpetuar o legado lulista, o que abre flancos para o Centrão consolidar hegemonia.
A frustração com a indicação de Flávio Bolsonaro como candidato bolsonarista para 2026, em detrimento de Tarcísio de Freitas (governador de São Paulo), é um ponto exclusivo destacado pela matéria. “O Centrão contava com Tarcísio para a Presidência, mas Bolsonaro optou pelo filho para preservar o clã familiar”, resume a análise, refletindo tensões internas na direita.
Corroborando essa tendência, o cientista político Leandro Gabiati, da Dominium Consultoria, afirma em entrevista ao CNN Brasil que o Centrão buscará ampliar sua força em 2026, dependendo do ocupante do Planalto.
“Um presidente de centro ou centro-direita que estabeleça consenso com esses partidos pode emergir fortalecido”, observa Gabiati, enfatizando o papel pivotal do bloco em negociações futuras.
Em outra perspectiva, o pesquisador Marcos Mendes, do Insper, analisa no InfoMoney que qualquer mandatário pós-2026 dependerá do Centrão, beneficiário de emendas bilionárias e resistente a reformas estruturais.
Essa dependência é ecoada no O Globo, onde se nota que o bloco impõe derrotas ao governo Lula no Congresso, mas tropeça em pautas populares como isenção de IR até R$ 5 mil e a PEC da Segurança Pública.
Ademais, o apoio do Centrão ao atual governo desidrata, conforme o CNN Brasil, com siglas como PP, Republicanos e União Brasil antecipando articulações para 2026.
Nomes como Ronaldo Caiado (governador de Goiás, União Brasil) e o próprio Tarcísio de Freitas despontam como presidenciáveis, sinalizando uma fragmentação na base aliada.
No JOTA, discute-se o “centro desbolsonarizado“, alertando que uma insistência na bolsonarização pela direita pode repetir o revés de 2022.
Já pesquisas recentes, como a do PoderData em 28 de janeiro, revelam 57% de desaprovação ao desempenho pessoal de Lula, agravando o contexto para o PT.
Essas manobras revelam um Centrão proativo, não mais reativo, em busca de protagonismo em um ecossistema político volátil.
O governo Lula reorganiza encontros com líderes congressuais, adiando reunião com senadores e priorizando o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e deputados da base, conforme publicação recente do Valor Econômico, na quarta-feira (4/fev).

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