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Deputada do PT, Carol Dartora, recebe mais ameaças de morte em seu endereço de e-mail institucional da Câmara

    A parlamentar paranaense é vítima crônica de racismo desde quando se elegeu vereadora em Curitiba, no Paraná, há quatro anos – desta vez, a parlamentar pede ajuda à Polícia Legislativa, à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal

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    A deputada federal Carol Dartora (PT) do Paraná recebeu 43 e-mails racistas e ameaças de morte em seu e-mail institucional, levando-a a buscar ajuda da Polícia Legislativa, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.

    “Se você não aprende no amor, vai aprender na dor, sua macaca fodi** e eu vou te matar!”, escreveu o autor das ameaças, segundo transcrição no jornal O Globo. “Você é só mais uma macaca bandida, assim como todos os outros pretos fedidos. A sua origem não nega. O preto pode ter a classe social que for e sempre roubará as pessoas boas de bem”, diz.

    Uma das mensagens diz que o criminoso tem o desejo de “derramar gasolina sobre o seu corpo inteiro e colocar fogo. Me aguarde, macaca. Eu já sei a sua rotina, onde você e os seus parentes moram. O gabinete [número da sala de Dartora na Câmara] vai arder como o inferno”.

    Segundo o jornal, no último dia 17 de outubro, Dartora relatou ofensas por e-mail e disse que não irá se intimidar: “Essas ameaças são um ataque não só a mim, mas a todas as mulheres negras que ousam ocupar espaços de poder. Eu não vou me calar, vou lutar por justiça, igualdade e respeito“.

    Na ocasião, o criminoso atacou a parlamentar com expressões de cunho racista, como “macaca preta do cabelo duro, balzaca gorda”, e ofensas como “putinh@”. Depois, ele argumentou sobre “solidão da mulher preta” e acrescentou que “ninguém as quer nem para estuprar”, acrescentando que a mulher branca seria superior e sugerindo que a parlamentar cometesse suicídio para acabar com “sofrimento“.

    Ainda como vereadora na capital paranaense, Curitiba, há quatro anos, Dartora recebeu um e-mail em que o autor ameaçava “meter uma bala na sua cara”. Na época, ela disse que já havia “perdido as contas” de quantos ataques racistas havia sofrido.

    A expectativa é de que o caso atual seja investigado por racismo, violência política de gênero, cyberbullying, ameaça e perseguição.

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