Governador de Goiás deleta publicação antiga em estratégia que redefine alianças políticas e mira pulverização de candidaturas oposicionistas para as eleições presidenciais de 2026
Brasília (DF) · 30 de janeiro de 2026
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD) na quinta-feira (29/jan), unindo-se a outros nomes proeminentes como os governadores Ratinho Júnior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), em uma articulação orquestrada pelo presidente da sigla, Gilberto Kassab.
Essa transição, que posiciona Caiado como pré-candidato à Presidência da República, ocorreu em meio a uma limpeza digital: o apagamento de uma postagem de 12 de janeiro de 2015, na qual o então senador pelo Democratas (DEM) atacava Kassab com veemência.
Na publicação deletada do antigo Twitter (atual X), Caiado declarava: “Kassab é o cafetão do Planalto. Agiu assim com o PSD e agora com o PL”.
Como o governador Ronaldo Caiado não sustentou a bronca e apagou o tuíte, deixo aqui registrado a sua publicação de 2015, na qual acusa o Gilberto Kassab de ser “o cafetão do Planalto”. A pergunta que fica é a seguinte: se o Kassab é o cafetão, quem seria Caiado? Fica a dúvida! pic.twitter.com/8n1ys2MVdz
— Thiago Süssekind (@ThiagoSussekind) January 28, 2026
O contexto remonta ao período em que Kassab ocupava o cargo de ministro das Cidades no governo da ex-presidente golpeada Dilma Rousseff (PT), sendo acusado de cooptar parlamentares em troca de vantagens, o que incluía manobras para atrair insatisfeitos do DEM à base governista e recriar o Partido Liberal (PL).
A ofensa, que ganhou repercussão viral após a filiação, ilustra a volubilidade das alianças políticas, onde antigas animosidades cedem espaço a pragmatismos eleitorais.
Em entrevista concedida na quinta-feira (29/jan), Caiado minimizou o episódio, afirmando que não discutiria “nota de rodapé na longa trajetória política ao lado de Kassab, desde 1989 na pré-campanha à Presidência”, conforme reportado pelo O Globo.
Ele enfatizou o foco no que o Brasil anseia, elogiando a coragem de candidatos oposicionistas e revelando ter obtido aval de Kassab para manter uma postura firme, evitando posturas híbridas, contra o Presidente da República Federativa do Brasil, Excelentíssimo Senhor Luiz Inácio Lula da Silva (PT), líder das pesquisas eleitorais que tende a ser reeleito, podendo concretizar o feito no primeiro turno e seguir para um insuperável quarto mandato.
A declaração de Caiado , conforme o InfoMoney, destaca a estratégia do PSD para atrair setores como o mercado financeiro, a indústria e o agronegócio, que apoiaram Jair Bolsonaro em 2022.
A filiação fortalece Kassab, que agora comanda uma tríade de governadores com ambições presidenciais, visando diluir a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicado pelo ex-presidente, condenado a 27 anos de prisão e cumprindo pena na Papudinha, como seu representante na corrida de 2026.
No entanto, figuras como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), permanecem influentes, com Caiado relatando uma conversa prévia com Flávio Bolsonaro para discutir candidaturas, detalha o Metrópoles.
A configuração sugere uma fragmentação calculada na direita, com o PSD emergindo como polo agregador.
Kassab planeja liberar diretórios estaduais como os do Rio de Janeiro e Minas Gerais para não apoiar necessariamente a chapa presidencial do PSD, visando resolver impasses locais, reportou O Globo.

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